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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Começa hoje o Festival Zeitkunst 2013 no Rio de Janeiro. Mostro aqui um dos meus poemas inéditos, escrito para o Festival.



Começa hoje à noite a edição brasileira do Festival Zeitkunst 2013. Desde 2009, o Festival reúne poetas contemporâneos e compositores de música erudita para colaborações em peças inéditas, assim como em homenagens a compositores já mortos. São quatro programas este ano:

"Metamorfoses", com peças de Benjamin Britten (Inglaterra, 1913 - 1976), Witold Lutosławski (Polônia, 1913 - 1994) e a estreia de uma peça orginal de José Henrique Padovani (Brasil, 1981), todas baseadas em livros das Metamorfoses, de Ovídio.

A composição de Padovani foi composta sobre textos de 24 poetas contemporâneos, 12 germânicos e 12 lusófonos. Os poetas lusófonos são a portuguesa Matilde Campilho e os brasileiros Alice Sant´Anna, Marília Garcia, Ronaldo Ferrito, Luca Argel, Juliana Krapp, Laura Erber, Marcus Fabiano Gonçalves, Angélica Freitas, Ismar Tirelli Neto, Victor Heringer e eu.

A divisão dos temas para os brasileiros pode ser visto na tabela abaixo:



Os outros programas são: "Tributo a John Cage", "Tributo a György Kurtág" e "O Princípio do Tempo", este último com composições originais especialmente compostas para o festival pelo compositor palestino Samir Odeh-Tamimi (sobre poema de Johannes CS Frank) e pelo brasileiro Sérgio Rodrigo (sobre poemas meu e de Swantje Lichtenstein).

Uma comitiva já está no Rio de Janeiro, onde ocorre a edição brasileira, no Parque Lage, com a participação no Rio dos seguintes poetas: Max Czollek (Alemanha), Johannes CS Frank (Inglaterra), Matilde Campilho (Portugal), Jan Kuhlbrodt (Alemanha), Maya Kuperman (Israel), e dos brasileiros Alice Sant´Anna, Marília Garcia, Ronaldo Ferrito, Luca Argel, Juliana Krapp, Laura Erber, Marcus Fabiano Gonçalves, Ismar Tirelli Neto, Victor Heringer e Ricardo Domeneck. Veja aqui a programação.

Abaixo, mostro meu texto inédito "Narciso advoga em defesa própria", escrito para o programa baseado nas Metamoforses, de Ovídio. A constrição dada pelo Festival era que o poema tivesse 12 linhas, sendo 12 textos de 12 poetas brasileiros e 12 alemães, todos com 12 linhas.


Narciso advoga em causa própria
Ricardo Domeneck

Claro está que de minha história
ninguém lucrou em experiência
quando mencionam meu nome
com o tom de “eu não sou ele”,

nem entendem que eu é buraco
sugando tudo que dou sem dar,
reflexo, eco esquecem-se rápido
de rostos de origem, de goelas,

que mesmo eu próprio, aqui, ama
também outro, não me reconhece,
e, por fim, esta a minha vingança:
todo aquele que ri de mim, de si ri.

§

PROGRAMAÇÃO DA EDIÇÃO BRASILEIRA NO RIO DE JANEIRO


O Festival Internacional de Música e Literatura Contemporânea Zeitkunst apresenta, nos dias 28, 29 e 30 de novembro, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage – quatro concertos com obras de compositores do século XX, além de três estreias mundiais.

Como parceira do festival, a EAV Parque Lage apresentará ainda o trabalho do Núcleo de Arte e Tecnologia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, sob a orientação de Tina Velho, na forma de uma intervenção visual ao redor do universo de John Cage.

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PROGRAMAÇÃO:

Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2013 às 20:00.

Programa I

“Sinais, Jogos e Mensagens” – Uma homenagem a György Kurtág
Autores: Jan Kuhlbrodt, Luca Argel, Maya Kuperman
Músicos: Priya Mitchell, Manuel Hofer, Julian Arp, Luiz Gustavo Carvalho, Caspar Frantz, Noam Greenberg. Estreia mundial.

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Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2013 às 20:30

Programa II:

- “Canções de ninar para sonâmbulos” - Uma homenagem a John Cage
Autores: Max Czollek, Ricardo Domeneck, Maya Kuperman, Johannes CS Frank, Björn Kuhligk, Swantje Lichtenstein, Jan Kuhlbrodt, Luca Argel - Músicos: Julian Arp, Caspar Frantz, Luiz Gustavo Carvalho, Matthias Jann, Julia Mihály, Fernando Rocha. O programa é feito em parceria com Grupo NAT_EAV | Núcleo de Arte e Tecnologia da Escola de Artes Visuais do Parque Lage

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Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2013 às 18:00

Programa III:

“Metamorfose”
- “Seis Metamorfoses sobre Ovídio” para oboé solo. Benjamin Britten - Autores: Birgit Kreipe, Jan Kuhlbrodt, Max Czollek, Luca Argel, Ricardo Domeneck. Músico: Alexandre Ficarelli

- “Grave- Metamorfoses para violoncello e piano” . Witold Lutoslawski - Autores: 12 autores alemães, 12 autores brasileiros - Músicos: James Barralet, Noam Greenberg

-"Metamorfoses”, para violino, clarineta, violoncelo e piano. José Henrique Padovani. Autores: 12 autores alemães, 12 autores brasileiros - Músicos: Priya Mitchell, Teddy Ezra, James Barralet, Noam Greenberg
Estréia mundial

Poetas lusófonos do festival: Marília Garcia, Juliana Krapp, Matilde Campilho, Victor Heringer, Ismar Tirelli Neto, Ronaldo Ferrito, Alice Sant'Anna, Marcus Fabiano, Angélica Freitas, Luca Argel e Laura Erber.

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2013 às 20:00
Programa IV:

- “Para o início dos tempos“, para violino, viola, violoncelo, piano e percussão. Sérgio Rodrigo
Autores: Ricardo Domeneck
Músicos: Priya Mitchell, Manuel Hofer, James Barralet, Luiz Gustavo Carvalho, Fernando Rocha.

- “Os dez mandamentos”, para soprano, piano, clarineta, trombone, violoncelo, e percussão. Samir Odeh-Tamimi - Autores: Johannes CS Frank - Músicos: Julia Miháli, Caspar Frantz, Julian Arp, Fernando Rocha, Teddy Ezra, Matthias Jahn

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Programa da Rede Minas sobre o Festival Zeitkunst (vídeo completo)



"25/11/2012 - O Harmonia exibe cobertura do Festival Internacional de Música e Literatura Contemporânea Zeitkunst, que realizou sua 1ª edição no Brasil. O evento, que homenageou o compositor John Cage, passou por três capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba."

Programa da Rede Minas sobre o Festival Zeitkunst, com entrevistas de Luiz Gustavo Carvalho, Johannes CS Frank, Caspar Frantz, Julian Arp, Die. Puntigam e minha. Conversas sobre o trabalho de John Cage, a relação entre música e poesia, e sobre o Festival.

O Zeitkunst 2012, que homenageou John Cage em seu centenário, contou com a participação dos poetas Johannes CS Frank (Inglaterra), Max Czollek (Alemanha), Maya Kuperman (Israel); dos músicos: Luiz Gustavo Carvalho (Brasil, piano e piano preparado), Caspar Frantz (piano preparado) e Julian Arp (violoncelo); e do artista visual Die. Puntigam. A direção foi de Lilly Jäckl.




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domingo, 25 de novembro de 2012

Primeira noite do Zeitkunst 2012 em Berlim: textos que li



Ontem foi a primeira noite do Zeitkunst 2012 em Berlim, com um programa diferente do que apresentamos no Brasil. Com o título "The Human Voice", leram, além de mim, os poetas Björn Kuhligk (um dos poetas alemães mais respeitados da Geração 90 do país), Birgit Kreipe e a israelense Tal Nitzan. O Ensemble Meitar tocou composições de contemporâneos como Fabian Panisello, Toru Takemitsu, Hadas Pe'ery e Sivan Cohen Elias. Eu li 5 fragmentos do poema-em-série "Dedicatória dos joelhos", incluído a´a cadela sem Logos (2007). Hoje será o encerramento, com a "Homenagem a John Cage" que apresentamos no Brasil. Abaixo, os texto que li e as respectivas traduções de Odile Kennel para o alemão.


falar hoje exige
elidir a própria
voz as transações
inventivas entre
interno e externo
demandam
que a base venha
à tona e a
superfície seja
da profundidade da
história ímpeto
denotando o
centrífugo
o corpo público
que exibo como
palco fruto
da ansiedade
do remetente
o interno ao longo
da epiderme
como emily
dickinson terminando
uma carta de minúcias
com “forgive
me the personality“

§

sprechen verlangt heute
die eigene Stimme
zu sperren der findige
Handel zwischen
Innen und Außen
setzt voraus
dass der Grund
zutage tritt die
Oberfläche tief
wie Geschichte
ist Wucht
die Zentrifugales
zeigt öffentlicher
Körper den
ich als Bühne
ausstelle Frucht
der Furcht
des Absenders
Inneres in der Ferne
der Haut
wie Emily
Dickinson die einen
Brief voller Kleinigkeiten
beendet mit "forgive
me the personality"

§

para provar seu
entusiasmo e assegurar
a destruição de tecidos
no pedágio
da alegria
apagou o
cigarro no próprio
pulso que revidou
latejando
e mordendo a
brasa lambendo
as cinzas a
semente da
maçã inaproveitável
devolva-me
o caroço como exige
o mel do rei ao mesmo
tempo que o depõe
a prover dor ao fingimento
alheio

§

um seine Begeisterung
zu beweisen und die
Zerstörung von Stoffen
an der Zahlbox
der Freude
zu gewährleisten
drückte er die
Zigarette auf dem
eigenen Puls
aus der zurückschlug
in die Glut
biss Asche
leckte die immer
nutzlose Apfel-
saat gibt mir den
Kern zurück mein
Liebster will
den Honig des
Königs und bietet
ihn feil versieht
mit Schmerz das Heucheln
des anderen

§

difícil convencer todas
as partes do meu corpo
do sentido
de uma ação e
assim pôr em
movimento as roldanas
da corpulência em
direção ao
abstrato cruzar
o oceano tantas
vezes umedece
os propósitos faz
querer uma cama
no fundo
não não
é irônico
que bas jan ader in search
of the miraculous afunde
desapareça em meio
oceano

§

schwierig alle
Teile meines
Körpers vom Sinn
einer Handlung zu
überzeugen und
so die Flaschenzüge
der Fettleibigkeit in
Richtung Abstraktheit
in Bewegung zu
setzen so oft das Meer
zu überqueren wässert
die Absicht weckt
den Wunsch nach
einem Bett
am Grund nein
das ist keine Ironie
möge Bas Jan Ader in Search
of the Miraculous versinken
verschwinden mitten im
Meer

§

o que é uma língua
perdida se
encontra saliva
em estranhos como se
vai de são paulo a
berlim nomear esta
relevância morta
vício de memória horror
à memória horror do
esquecimento uma foto
é irrespirável a catedral
da cidade do méxico
afundando no antigo
lago bombeie bombeie
concreto até reter as
águas é preciso
cruzar o oceano
para ousar
falar de
água

§

Was ist eine verlorene
Sprache Speichel
finden in Fremden
wie man von Sao Paulo
nach Berlin
geht diese tote
Bedeutung benennen
Laster der Erinnerung Horror
für die Erinnerung Horror
des Vergessens ein Photo ist
uneinatembar die Kathedrale von
Mexiko Stadt versinkt
im Ursee Beton
Beton das Wasser
zu bremsen
man muss das Meer
überqueren bevor
man von Wasser
zu sprechen
wagt

§

em minha boca ele
alcança o meio-dia
mas a intermitência o
apreende como em
qualquer música
cúmplice do acaso a
pessoa começa a
afastar-se desde que
se aproxima a distância
existe entre pele e
pele cada imagem
dobrando a esquina
não configura
sua chegada
ele
só chega quando seu
corpo chega carregado
pelas próprias pernas
e jamais falha que
eu o reconheça
de imediato
como dono de
certos lábios voz
nome e um modo
de apresentar-se
ele
chega o mundo
assume uma nova
forma: a do
equilíbrio precário do
mundo

§


§

in meinem Mund erreicht
er den Mittag aber
die Unterbrechung um-
klammert ihn wie
eine Musik die Komplizin
des Zufall ist die
Person beginnt
sich zu entfernen sobald
sie sich nähert Entfernung
existiert zwischen Haut und
Haut jedes Bild
das um die Ecke biegt
zeigt nicht
seine Ankunft
er
erscheint nur
wenn sein Körper
erscheint getragen
von seinen Beinen
und nie bleibt
es aus, dass ich
ihn gleich erkenne
als Besitzer von
Lippen Stimme
Name an seiner Art
sich vorzustellen
er
erscheint die Welt
nimmt eine neue Form
an: die des heiklen
Gleichgewichts der
Welt


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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Curitiba: Performance no Museu Oscar Niemeyer : Hoje à noite, 20:00



HOMENAGEM A JOHN CAGE - Zeitkunst 2012 - CURITIBA

Em Curitiba esta noite, 20/11: última performance brasileira da "Homenagem a John Cage", parte do Festival Zeitkunst 2012. A apresentação será no Museu Oscar Niemeyer, às 20:00.

Com os poetas Johannes CS Frank (Inglaterra), Max Czollek (Alemanha), Maya Kuperman (Israel) e Ricardo Domeneck (Brasil). Músicos: Luiz Gustavo Carvalho (Brasil, piano e piano preparado), Caspar Frantz (piano preparado) e Julian Arp (violoncelo). 

No programa, peças de Cage como "A valentina out of season" e "Dream", além de uma homenagem a ele, composta pelo húngaro György Kurtág (n. 1926).

20 de novembro, às 20:00
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 
Curitiba




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domingo, 18 de novembro de 2012

Em Belo Horizonte : Hoje: Última performance no Oi Futuro (Teatro Klauss Vianna), às 19:00 - Homenagem a John Cage



HOMENAGEM A JOHN CAGE - Zeitkunst 2012 - Belo Horizonte 

Em Belo Hoizonte esta noite, 18/11: segunda e última performance da "Homenagem a John Cage", parte do Festival Zeitkunst 2012. A apresentação será no Oi Futuro (Teatro Klauss Vianna), às 19:00.

Com os poetas Johannes CS Frank (Inglaterra), Max Czollek (Alemanha), Maya Kuperman (Israel) e Ricardo Domeneck (Brasil). Músicos: Luiz Gustavo Carvalho (Brasil, piano e piano preparado), Caspar Frantz (piano preparado) e Julian Arp (violoncelo). 

No programa, peças de Cage como "Music for Marcel Duchamp" e "Dream" (ouça abaixo), além de uma homenagem a ele, composta pelo húngaro György Kurtág (n. 1926).

18 de novembro, às 19:00
Oi Futuro (Teatro Klauss Vianna)
Avenida Afonso Pena, 4001 
Belo Horizonte

 

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Homenagem a John Cage" - Rio de Janeiro - Performance - Festival Zeitkunst 2012



HOMENAGEM A JOHN CAGE - Zeitkunst 2012 - Rio de Janeiro 

Nesta sexta-feira, 16/11, no Rio de Janeiro, começa a turnê brasileira do Festival Zeitkunst 2012. A performance será no auditório da Rádio MEC às 17:00, com entrada gratuita. O festival homenageia John Cage este ano, centenário de seu nascimento.

Com os poetas Johannes CS Frank (Inglaterra), Max Czollek (Alemanha), Maya Kuperman (Israel) e Ricardo Domeneck (Brasil). Músicos: Luiz Gustavo Carvalho (Brasil, piano e piano preparado), Caspar Frantz (piano preparado) e Julian Arp (violoncelo). 

No programa, peças de Cage como "Music for Marcel Duchamp" e "In a landscape", além de uma homenagem a ele, composta pelo húngaro György Kurtág (n. 1926).

16 de novembro, às 17:00 (entrada gratuita)
Rádio MEC - Auditório 
Praça da República, 141 A. 
Centro - Rio de Janeiro.

 

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Rio de Janeiro (John Cage, Wittgenstein, Max Czollek e por aí)

Cheguei ao Rio de Janeiro no sábado à noite, acompanhado do poeta alemão Max Czollek. Passei o fim de semana na companhia de amigos como Dimitri Rebello (Dimitri BR) e pude rever alguns outros companheiros queridos. Caminhei muito pela cidade e tive conversas extensas com Czollek.

ele tem um céu estrelado

gosta de canções
que soam feitas
por si sós

sob o chuveiro
curte masturbar-se
não é complicado

tem bons amigos
só quando é preciso
pensa em auschwitz

(tradução de Ricardo Domeneck)

:

er hat einen sternenhimmel
Max Czollek

er mag lieder
die sich anhören
wie selbstgemacht

unter der dusche
masturbiert er gerne
das ist unkompliziert

er hat gute freunde
wenn es sein muss
denkt er an auschwitz

  

Max Czollek nasceu em Berlim, Alemanha, em 1987. Entre 1993 e 2006 estudou na Escola Judaica, antes de ingressar na Universidade Livre de Berlim (Freie Universität Berlin) para estudos em Ciência Política. É cofundador do grupo Lyrikzirkels G13, publicou poemas nas revistas Randnummer, Belletristik e poet, e participou de festivais como o Festival de Poesia de Berlim (Poesiefestival Berlin) e Zeitkunst. Seu livro de estreia, Druckkammern (Berlin: Verlagshaus J. Frank, 2012) foi lançado este ano na Alemanha.

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Nossas conversas nos levaram a poetas distintos. Eu com Edmond Jabès, George Oppen, pensadores como Simone Weil, Mircea Eliade e Ludwig Wittgenstein. Max com Bertolt Brecht, Kurt Tucholsky, pensadores como Martin Buber e Emmanuel Levinas. Referências distintas, o que é sempre estimulante para a conversa. Hoje, terça-feira, chegam à cidade ainda os poetas Johannes CS Frank (Inglaterra) e Maya Kuperman (Israel). Na sexta-feira, nos apresentamos gratuitamente com o Zeitkunst Ensemble no Auditótio da Rádio MEC, às 17:00, com nossa "Homenagem a John Cage".



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Conversando com Max sobre Wittgenstein, lembrei-me deste filme de Péter Forgács e o compartilho aqui:


"Wittgenstein Tractatus - Interlude series" (1992), Péter Forgács

Péter Forgács é um cineasta e artista visual húngaro, nascido em 1950. Seu trabalho é quase todo baseado em filmes feitos por famílias nos anos 30 e 40, construindo a partir deles suas narrativas históricas. O filme Wittgenstein Tractatus - Interlude series, de 1992, parte de material parecido, feito por famílias judias húngaras antes da Segunda Guerra, com uma narração que revisita algumas das proposições doTractatus Logico-Philosophicus (1922), de Ludwig Wittgenstein. O filme, narrado em inglês, pode ser visto na íntegra no arquivo acima. Péter Forgács vive e trabalha em Budapeste.

:


Ludwig Wittgenstein, um dos mais influentes filósofos da linguagem e pensador incontornável para a compreensão de parte da poesia contemporânea. Recomendamos aos brasileiros, além da leitura das Investigações Filosóficas (1953) e do próprio Tratado Lógico-Filosófico, do austríaco, também A Escada de Wittgenstein, de Marjorie Perloff, publicado nos Estados Unidos em 1996 com o título Wittgenstein´s Ladder.  No Brasil: A ESCADA DE WITTGENSTEIN :A Linguagem Poética e o Estranhamento do Cotidiano, tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Elisabeth Rocha Leite, lançado pela EDUSP.

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