Como anunciei no fim do ano passado, o Festival de Poesia de Berlim (Poesiefestival Berlin) dedicará a Oficina de Tradução desta edição de 2012 à poesia brasileira e convidou-me para fazer a curadoria. Trata-se do projeto VersSchmuggel, geralmente traduzido em português como "Contrabando de versos", um dos eventos mais importantes do festival que é um dos maiores da Europa e está em sua décima-terceira edição. Nesta oficina, poetas de uma língua ou país são convidados a passar uma semana em Berlim, trabalhando com poetas germânicos (com ajuda de um intérprete e "traduções literais" dos poemas selecionados) em traduções mútuas, mais tarde publicadas em uma antologia bilíngue tanto na Alemanha como no país (ou países) dos convidados. Em 2008, o Festival dedicou o projeto à língua portuguesa. Este ano, especificamente à poesia brasileira.
Como curador, trabalho pelo qual, aviso de antemão, não estou recebendo qualquer remuneração pois todo o orçamento é justamente destinado aos poetas convidados, tentei respeitar as condições e constrições de representatividade educadamente sugeridas pelos diretores artísticos do Literaturwerkstatt. No entanto, a condição principal de convidar apenas 6 poetas implicava de saída um desafio insuperável para esta mesma representatividade. Minha preocupação primordial e decisiva foi uma única: qualidade literária, tratando-se de um projeto que culminaria num livro. Nada mais posso dizer em defesa de minhas escolhas, sabendo que a lista poderia ser completamente diferente – mantendo esta qualidade; tudo que posso dizer é que ponho minha mão de crítico no fogo por cada um destes poetas. Como os poetas, alegrando-me muito, já aceitaram o convite e confirmaram sua participação, anuncio aqui os nomes, na esperança de que a generosidade de todos leve-os a também alegrar-se com as inclusões, acima dos que certamente se apinharão, como sempre, sobre as exclusões.
Agradeço a Thomas Wohlfahrt e Aurélie Maurin, do Literaturwerkstatt, pelo voto de confiança e generosidade.
POETAS BRASILEIROS CONVIDADOS PARA O POESIEFESTIVAL BERLIN 2012 Versschmuggel/Contrabando de versos. Poesia brasileira e germânica em pares. Curadoria de Ricardo Domeneck. De 2 a 6 de junho de 2012, na Akademie der Künste, em Berlim.
Horácio Costa (n. 1954) Jussara Salazar (n. 1959) Ricardo Aleixo (n. 1960) Marcos Siscar (n. 1964) Dirceu Villa (n. 1975) Érica Zíngano (n. 1980)
Marília e eu no Villarino, centro do Rio, após apresentação no MAM.
Foto de Alexandra Lucas Coelho.
Último dia no Rio de Janeiro, último dia no Brasil, último dia da viagem que me trouxe de Berlim, levou-me à Cidade do México, carregou-me a São Paulo, a Bebedouro e agora ao Rio de Janeiro. Revi algumas das pessoas mais importantes de minha vida, amigos milenares, a família que liga todas as minhas encarnações, amigos novos que já se tornaram indispensáveis para minha saúde. Esta noite, embarco de volta a Berlim, com uma sensação muito estranha que mal consigo descrever. Queria muito mais uma semana aqui, não sei se estou pronto para voltar para o inverno berlinense, para a cidade novamente dividida em dois hemisférios. Mas volto diferente. O lançamento do meu livro ontem aqui, com a leitura, foi como o ponto final que me dará forças para fazer aquele ato tão difícil de virar a página de nossa própria biografia. Porque eu quero virar a página. Abrir novo capítulo, sem enganar-me ou iludir-me que isso significa exilar-se em outro romance.
Estou feliz, queridos. Marquem seus calendários, o poeta maysado, douglas-sirkense e almodovaricado está feliz.
E estar feliz sempre me traz à mente o início do lindo Happily (2000), de Lyn Hejinian:
Constantly I write this happily Hazards that hope may break open my lips What I felt has taken place a large context a long yielding incessant chance, and to doubt it would be a crime against it Is happiness the name for our (involuntary) complicity with chance?
Lyn Hejinian, in Happily (2000).
A tarde de ontem foi novamente muito, muito bonita, como a noite no MAM. A sala do Baukurs encheu-se para o lançamento do poema-livro de Marília, chamado engano geográfico (7Letras, 2012), e para o meu Ciclo. Nossa convidada de honra, Lu Menezes, abriu a tarde e fez uma leitura de alguns poemas de seu onde o céu descasca (7Letras, 2011), um dos livros mais bonitos dos últimos anos no Brasil. Escreverei sobre ele em breve, quando estiver assentado no Berlimbo. Abaixo, um dos meus poemas favoritos no livro:
Luzes ao longe
Agora, é como se desse pedaço de vidro negro
com que pintores monocromatizam reduzindo
a tons, só tons a paisagem
("vidro de Claude")
vasta mortalha derivasse, nuvem íntima
da tinta que o polvo-mor tanto aspira,
petróleo
derramado sobre as 1001 cores de Bagdá
respingando
o Rio
da vida inteira quando na fila dos alvos de cá
sua vez
chegar enegrecendo o Corcovado verde-jade,
enegrecendo
palmeiras e azulejos do passado árabe-português,
enegrecendo
o Pão de Açúcar – sonho celeste chinês,
de tal maneira que não possas mais
preferir ver ao anoitecer
"noite, esperança e pedraria" através
do amado verso de Mallarmé
(teu vidro de Mallarmé)
porque
só em tempo de paz
segregam esperança as reentrâncias da pedraria;
só em tempo de paz
luzes ao longe – algum remoto bem
anunciam mesmo a quem o desespero tangencia
Lu Menezes, onde o céu descasca (7Letras, 2011).
Convidamos também a jovem poeta carioca Alice Sant´anna para ler conosco. A poeta estreou em 2008, com o volume Dobradura, também pela editora 7Letras. Gostamos bastante do trabalho dela. Abaixo, um poema recente, sem título:
a sandália nova branca com dedos que se refestelam do lado de fora como crianças que sabem o verão que vem de repente a chuva mingua os planos da calça jeans com sandália de dedos uma combinação entre-estações para não se sentir nem tão lá nem tão cá os dedos curvados corcundas como crianças tristes que sabem o toró que se aproxima as unhas recém-cortadas que planejaram se mostrar sobre a cadeira de rodinhas que nada a água inundou a sexta da janela os bambus se movem muito chegam a parecer desesperados as folhas penduradas são cabelos colados que gritam novas rugas onde nada havia
Alice Sant´Anna, inédito em livro.
Uma das chances e descobertas, das mais felizes nesta minha viagem ao Rio de Janeiro, foi poder ter um pouco de contato e conhecer pessoalmente o jovem poeta Luca Argel, que na manhã de ontem mesmo teve 3 poemas inéditos publicados na página Risco, do jornal O Globo, editada por Carlito Azevedo. Já havíamos trocado algumas mensagens ao longo do ano passado, e ele havia me apresentado alguns de seus trabalhos visuais, mas fiquei muito tocado por seu lirismo tão direto, simples, delineado pelo enunciado da voz. Um lirismo de garganta seca, ligando-o a poetas tão diversos quanto Vasko Popa ou Diane Di Prima. Vou certamente acompanhar com muito interesse o seu trabalho e espero ter a chance no futuro de conviver mais tempo com ele. Abaixo, um dos poemas na Risco:
Para você aprender a palavra nacre
oi eu estou com seu casaco frio
oi eu estou dentro do seu casaco frio
oi eu estou cobrindo todo o meu rosto
com o capuz do teu casaco frio
agora eu não vejo mais nada
agora está ficando
mais difícil
respirar
Luca Argel, poema na página Risco, d´O Globo, editada por Carlito Azevedo.
Eu gostaria de terminar esta postagem com um excerto do poema-livro de Marília Garcia, a última a ler ontem à tarde, encerrando muito bem a tarde linda. Trata-se do excerto na quarta-capa do poema-livro engano geográfico (7Letras, 2012), sobre o qual escreverei em breve. O excerto talvez seja a melhor expressão do que sinto nesta estranha manhã chuvosa, esta manhã de deslocamentos, prestes a deixar o Rio de Janeiro e voltar a Berlim. Agradeço a todos que me salvaram com seu carinho. Estou partindo, mas c´est pas grave, partir, though it may look like (I feel it) like a disaster.
Vocalizando a peça "Esta é a voz" no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
ontem à noite, em foto de Marta Mestre, curadora do museu.
A apresentação ontem no Museu de Arte Moderna foi muito bonita. Escreverei mais a respeito, se a maratona permitir, quando voltar a Berlim e tiver em mãos mais fotos e vídeos do evento.
Amanhã, lançamento carioca do meu livro e do novo de Marília Garcia, minha querida. Todos convidados.
A Editora 7Letras e o Baukurs Cultural convidam para o lançamento carioca dos livros Ciclo do amante substituível, de Ricardo Domeneck, e engano geográfico, de Marília Garcia
e para uma leitura com os autores
Lu Menezes Alice Sant´Anna Luca Argel
e Marília Garcia e Ricardo Domeneck
Sábado, dia 28 de janeiro de 2012, a partir das 15 horas.
Baukurs Cultural Rua Goethe, 15 Botafogo Rio de Janeiro
Nesta quinta-feira, 26 de janeiro de 2012, faço minha primeira e única performance vídeo-textual no Brasil no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, parte do evento TEXTUALIDADE: MODOS DE USAR, com curadoria minha e de Marília Garcia em colaboração com Marta Mestre, curadora assistente no museu. É o primeiro evento de uma parceria da nossa revista Modo de Usar & Co. com o MAM-Rio. Se estiverem na cidade, estão todos mais que convidados. Informações abaixo e comunicado de imprensa.
A revista Modo de Usar & Co., em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, convida a todos para uma noite com curadoria de Marília Garcia e Ricardo Domeneck, em colaboração com Marta Mestre (curadora assistente do MAM-Rio):
TEXTUALIDADE: MODOS DE USAR
primeiro evento da revista em parceria com o MAM, no dia 26 de janeiro de 2012, quinta-feira, às 18:30. Uma noite de textos manifestando-se em voz, música e vídeo
com os poetas
DIMITRI BR (diahum) ISMAR TIRELLI NETO JOEL GIBB (The Hidden Cameras/Canadá) MARÍLIA GARCIA RICARDO DOMENECK VICTOR HERINGER
Informações:
TEXTUALIDADE: MODOS DE USAR
Textualidade: modos de usar é um evento que convida o texto a sair da página do livro para ocupar outros meios, como a voz, a música e a tela, através da oralização de poemas, de canções, de performances e vídeos. Nesta primeira apresentação promovida pela revista Modo de Usar & Co. em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a materialidade da linguagem se deslocará pelo espaço do MAM, buscando assumir outras formas e tornar rarefeita a fronteira dos gêneros. Dando destaque aos diversos modos de usar da linguagem poética contemporânea, o evento reunirá Ismar Tirelli Neto e Victor Heringer, representantes da geração dos novíssimos poetas da cena carioca, Dimitri BR, compositor e músico que desenvolve o projeto de videocanções diahum, Joel Gibb, poeta vocalista da cultuada banda canadense The Hidden Cameras, e dois dos editores da revista Modo de Usar & Co., Ricardo Domeneck, que vive em Berlim e está de passagem pelo Rio de Janeiro por ocasião do lançamento de seu novo livro, e Marília Garcia.
Com a previsão de duração de 1h20, Textualidade: modos de usar busca dar a ver outras formas de manifestação do texto, bem características do nosso tempo, usando elementos da escrita, da voz, da música e do vídeo e dando sequência ao trabalho da revista Modo de Usar & Co., que apresenta, em suas edições impressa e virtual, os vários deslocamentos da linguagem e uma pesquisa em torno da opacidade do texto poético, funcionando na fronteira entre transparência e não-transparência do signo.
Textualidade: modos de usar
com Dimitri BR, Ismar Tirelli Neto, Joel Gibb [The Hidden Cameras], Marília Garcia, Ricardo Domeneck e Victor Heringer
data: quinta-feira, 26/01/12
hora: a partir das 18h30
local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Av. Infante Dom Henrique, 85 Parque do Flamengo Rio de Janeiro, Brasil.
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sobre os participantes:
Dimitri BR [Rio de Janeiro, 1976] lançou o disco Música Sólida (2011) e o ep Pop rock tropical (2007), com a banda 3a1. Editou, com Silvia Rebello, a coleção Compacto simples de contos escritos por cancionistas e publicou textos na Modo de Usar & Co.. Desde 2009, desenvolve o projeto de vídeo-canções diahum [diahum.com].
mercado negro [Dimitri Rebello ou Dimitri BR]
fardo que carrega não há quem suporte
então me entrega sua vida e morte
do seu ponto fraco faço ponto forte é o meu dedo em riste que lhe aponta o norte
nem precisa força pra que se comporte
pague seus pecados ou então culpe a sorte
a falta de um abrigo alguém que lhe conforte
eu lhe tiro os filhos tomo sua consorte vezes por capricho outras por esporte
você estende os pulsos eu lhe digo - corte
você tem um sonho eu lhe digo - aborte
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Ismar Tirelli Neto [Rio de Janeiro, 1985] é autor dos livros Synchronoscopio (7Letras, 2007) e Ramerrão (7Letras, 2011). Publicou textos na Modo de Usar & Co., Polichinello e Jacket2 [eua], e já se apresentou no Simpoesia [São Paulo] e no ArteFórum [ufrj]. Escreve em http://juventudevulcabras.wordpress.com/.
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Joel Gibb [Canadá, 1977], artista visual e músico residente em Berlim, é o poeta-vocalista e líder da banda The Hidden Cameras [http://thehiddencameras.com/] com a qual lançou mais de dez discos e eps. Seu disco mais recente, Origin:Orphan, é de 2009.
Smells like happiness Joel Gibb (The Hidden Cameras)
Happy we are when we choose to wear the blindfold And mark our own day with a parade and a song
In our minds our fathers have died and we realize that cities have clubs and we like to get drunk and high from the smells we inhale from dirty wells and the mouth of a boy who smokes cigarettes
Happiness has a smell I inhale like a drug done in a darkened hall or a bathroom stall with a friend or a man with a hard-on
I feed my own face when I soon crave a taste of the neck of a boy who wears eau de toilette and shaves every day and behaves well in department stores
As well, it is the smell of old cum on the rug men walk their dirty feet on and the sweat from the chest of a man in a leather uniform
Happy are we when we choose to wear the blindfold and mark our own place with the smell of our own
§
Cheira a felicidade tradução de Ricardo Domeneck
Felizes somos nós quando escolhemos vendar os olhos E marcamos nosso dia com um desfile e uma canção
Em nossas mentes nossos patriarcas estão mortos e percebemos que as cidades têm clubes e gostamos de ficar bêbados e altos com os cheiros que inalamos em poços imundos e da boca de um menino que fuma cigarros
A felicidade tem um cheiro que inalo como uma droga produzida num salão escurecido ou numa cabine de banheiro com um amigo ou um homem com uma ereção
Eu alimento minha própria cara quando tiro um gosto do pescoço de um garoto que usa eau de toilette e se barbeia todo dia e se comporta bem em lojas de departamentos
Também é o cheiro de esperma velho no tapete sobre o qual homens caminham com pés sujos e o suor no tórax de um homem com uniforme de couro
Felizes nós somos quando escolhemos vendar nossos olhos e demarcar nosso próprio território com cheiros dos nossos
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Marília Garcia [Rio de Janeiro, 1979] é autora de 20 poemas para o seu walkman (Cosac Naify/7Letras, 2007). Coedita a Modo de Usar & Co. e já se apresentou nos festivais Salida al Mar [Argentina) e Europália [Bélgica]. Escreve em lepaysnestpaslacarte.blogspot.com.
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Ricardo Domeneck [Bebedouro, SP, 1977] é autor de Carta aos anfíbios (Bem-Te-Vi, 2005), a cadela sem Logos (Cosac Naify/7Letras, 2007), Sons: Arranjo: Garganta (Cosac Naify/7Letras, 2009), Cigarros na cama (Berinjela, 2011) e Ciclo do amante substituível (7Letras, 2012). Coedita a Modo de Usar & Co. e já se apresentou no Museo Reina Sofía (Madri) e deSingel International Arts Campus (Antuérpia), entre outros. Escreve em ricardodomeneck.blogspot.com
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Victor Heringer [Rio de Janeiro, 1988] é autor de Quando você foi árvore (plaquete, 2010), canção do sumidouro (plaquete, 2010) e Automatógrafo (7Letras, 2011). Publicou textos na Modo de Usar & Co. e no momento pesquisa as múltiplas relações entre texto literário e imagem. Seu trabalho pode ser lido no site http:// automatografo.org.
O poeta alemão Hans Magnus Enzensberger,nascido em 1929, em foto tirada por volta de 1957, quando publicou seu primeiro livro de poemas: Verteidigung der Wölfe (Defesa dos lobos), do qual o poema abaixo foi extraído. A tradução é de Kurt Scharf e Armindo Trevisan, duma antologia da década de 80. Foi minha leitura hoje por todo o dia.
Para o Livro de Literatura do Segundo Grau
Não leias odes, meu filho, lê os horários (dos trens, dos ônibus, dos aviões): são mais exatos. Abre os mapas náuticos antes que seja tarde demais. Sê vigilante, não cantes. Chegará o dia em que eles, de novo, pregarão listas no portão e desenharão marcas no peito daqueles que dizem não. Aprende a ir incógnito, aprende mais do que eu: a mudar de bairro, de passaporte, de rosto. Entende da pequena traição, da salvação suja de todos os dias. Úteis são as encíclicas para se fazer fogo, e os manifestos: para a manteiga e sal dos indefesos. É preciso raiva e paciência para se soprar nos pulmões do poder o fino pó mortal, moído por aqueles, que aprenderam muito, que são exatos, por ti.
(tradução de Kurt Scharf e Armind Trevisan, in Enzensberger, Hans Magnus. Eu falo dos que não falam: antologia (São Paulo: Editora Brasiliense, 1985).
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Ins Lesebuch für die Oberstufe Hans Magnus Enzensberger
lies keine oden, mein sohn, lies die fahrpläne: sie sind genauer, roll die Seekarten auf, eh es zu spät ist. sei wachsam, sing nicht. der tag kommt, wo sie wieder listen ans tor schlagen und malen den neinsagern auf die brust zinken, lern unerkannt gehn, lern mehr als ich: das viertel vechseln, den paß, das gesicht. versteh dich auf den kleinen verrat, die tägliche schmutzige rettung. nützlich sind die enzykliken zum feueranzünden, die manifeste: butter einzuwickeln und salz für die wehrlosen, wut und geduld sind nötig, in die lungen der macht zu blasen den feinen tödlichen staub, gemahlen von denen, die viel gelernt haben, die genau sind, von dir.
Primeira reação crítica ao meu livro novo, Ciclo do amante substituível(7Letras, 2012) :::: resenha de Pádua Fernandes, poeta-crítico que vem escrevendo generosamente sobre o meu trabalho desde o meu primeiro livro. Meu agradecimento pela atenção, discussão e mesmo pelas divergências.
Lendo na Livraria da Vila. 18 de janeiro de 2012. Foto de Eduardo Viveiros
Apenas uma nota para dizer que o lançamento do Ciclo do amante substituível ontem à noite na Livraria da Vila foi muito bonito e a leitura ao lado dos meus companheiros uma coisa da qual não vou esquecer jamais. Agradeço aqui a Veronica Stigger, Fabiana Faleiros, Dirceu Villa e meu colega modista-usuário Fabiano Calixto por repartirem esta noite comigo.
E a todos que encheram a sala da Livraria da Vila para a leitura, apesar da chuva torrencial de estranho verão paulistano. Eu estava muito nervoso, muito nervoso mesmo, but enjoyed the evening thoroughly.
Aos que não puderam vir, o livro já está disponível na Livraria da Vila, assim como no site da Editora 7Letras e por encomenda em qualquer livraria do país.
Semana que vem, lançamentos e leituras no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna e no Baukurs. Maiores informações em breve. Beijos a todos. Dormi feliz ontem.
Nesta quarta-feira, dia 18 de janeiro de 2012, ocorre o lançamento paulistano de meu livro novo, "Ciclo do amante substituível" (7Letras, 2012), na Livraria da Vila (Pinheiros/São Paulo).
§ - 72 textos. § - 192 páginas. § - Período de composição: 2006 - 2011. § - Foto da capa: do fotógrafo alemão Heinz Peter Knes. § - Retrato do autor no miolo do livro: da fotógrafa brasileira Adelaide Ivánova
Informo que um exemplar custará 39 reais.
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Às 20:00, deixamos de lado a social e passamos para o que realmente nos interessa a todos: poesia!, com uma leitura que inclui alguns dos autores que mais respeito em terras paulistanas.
Livraria da Vila & a revista Modo de Usar & Co. convidam para uma leitura com os autores
VERONICA STIGGER FABIANA FALEIROS DIRCEU VILLA FABIANO CALIXTO RICARDO DOMENECK
Livraria da Vila Rua Fradique Coutinho, 915 Pinheiros, São Paulo SP (0xx)11 3814-5811