Sorte tua,
criatura,
que não
tenho acesso
à tua provisão
de oxigênio.
Azar meu,
filisteu,
pois controlo
o protocolo
do fornecimento
de meu leito.
À míngua
da Olimpíada
de tua saliva,
minha língua
represa a seca,
saqueia a sétima
vaca
magra.
Cada gânglio
como hirco,
piso, sigo
e decido
se pá
ao pó,
se cão
ao pão.
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Como quem sopra antes para queimar melhor. Contigo os pontos são o corte. Prazer do que me desinfecta para proteger da tez teus insetos. Eis-me, queridinho, pós-utópico sou eu após confundires sulco com sutura, ou teu exagero na etimologia de amortecimento por implicação. Arreganho os ouvidos e olvidos e Ovídios e tudo o que oiço é "deixa que o cronômetro venha coser os lábios da ferida", enquanto selecionas (random mode) por trilha-sonora o sonzim de ossos que engranzam. Silêncio não é costureira, nem na Espanha onde talvez haja alguma que atenda por Martírio ou Remédios, como numa peça qualquer de uma Lorca louca ou Orca justiceira.
PARA ALIMENTAR A RAIVA:
PARA CURAR A RAIVA:
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