Em fastio.
Se é para a saciedade geral da ração quem de todos.
Pontilhado por pausas.
Diga ao povo que durmo.
Está em sítio a cidade em Jericó não se guarda o sétimo dia.
Intercalam feriados os quartos de hora.
Construída a cama com algodão dos aliados ferro dos inimigos.
Bebe a água o sal o corpo doa generoso se lhe obriga a estação.
Boca adentro no tecido do colchão a espuma.
Que apóie o estrado a ilusão da estase.
Provendo ao provisório.
Obrigação da pele impedir que me esparrame entre quatro paredes.
Que o corpo não produza açúcar para o soro fisiológico em suor do sono.
Aninhados nos próprios cabelos aquecidos pelos pelos.
Nunca dizem não.
Bale ao lado o bode expiatório de cada dívida as ovelhas silenciam.
Com um sim apenas cuprimenta-se a manhã não é educada.
Anui o ânus cabe à boca a parcela dos pedaços.
Unhas dedilham o teclado das costelas as amígdalas o canal do Panamá.
Reúnem-se as células sobreviventes na praça central do estômago a rir das mortas.
Antes de migrarem com mala e cura o mal na cuia para a garganta.
O café espera até que o ar da cozinha roube-lhe o calor não a xícara.
"Sempre confiei na bondade dos desconhecidos."
O Vietnã não é aqui.
salve domeneck! ainda há poesia para a mistica - ao modo da re-ligação de cada Poeta - nesse mundo pós-cristão...
ResponderExcluirGilson,
ResponderExcluirinteressante que você tenha visto tais características neste texto. Acho que esta obsessão perpassa todo o meu trabalho.
Abraço,
Domeneck