Érico Nogueira publicou ontem em seu espaço um artigo generoso em que discute meus poemas mais recentes, reproduzindo os textos "Eu", publicado na revista eletrônica Celuzlose, e "Poema (Enfim aurora-me na cachola)", publicado no segundo número impresso da Modo de Usar & Co., com uma leitura inteligente e pontual, de quem acompanha meu trabalho desde o princípio, quando ainda éramos estudantes de filosofia na Universidade de São Paulo, onde passamos muitas tardes conversando sobre poesia.
Nossas conversas, em concordâncias e divergências, além de nossa correspondência privada e debate público, têm sido fonte estimulante de pensamento para mim há 12 anos. É um momento muito interessante, para nós dois, de transformação e redirecionamento em nosso trabalho poético, e é mais uma vez um privilégio poder contar com sua crítica. À primeira vista, muita gente deve pensar que nossas poéticas são opostas, mas ainda que divergências muito claras e intensas ocorram em questionamentos específicos, os pontos de contacto são múltiplos.
Meu debate contínuo com Érico é um exemplo claro e vivo para mim mesmo de civilidade e amizade possíveis numa convivência frutífera com outros poetas, sem renunciar à crítica.
Convido os leitores generosos deste espaço a visitarem o Ars Poetica de Érico, onde se pode ler o artigo "The newest Domeneck".
Abraço a Érico e a todos, numa tarde de domingo de sol em Berlim (que no verão quase deixa de ser o Berlimbo)
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