Três canções para o momento: "Só eu posso morrer porque estou vivo"
Porque a alegria talvez seja mais serena do que penso, porque é minimalista e é experimental sem que se perceba, pois quiçá não grite aos transeuntes que se desbundem com suas pirotecnias.
A alegria, a não ser que seja a "difícil" sobre a qual relatou Clarice Lispector, aquela alegria que é irmã da lucidez, sobre a qual Orides Fontela alertou ("alucina"), a alegria, ela repete "sol, sol, sol". Ela anda de bicicleta e sempre vai a caminho do mar. Ela sabe que nada sabe ou que só sabe o que lhe cabe saber naquele exato momento. É o que desejo a mim mesmo e a todos os que amo em 2011, a alternância entre estes três estados de espírito, estes aqui, nestas canções abaixo, que sobem, sobem.
Caribou - "Sun"
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Dimitri BR - "O encontro de Mary Hansen e Tom Jobim no céu"
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James Blake - "I Only Know (What I Know Now)"
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Como faço todos os dias, procuro as atualizações dos blogs que sigo, e achei tão engraçado você ter citado aqui a Sun, do Caribou... Ontem eu ouvi o Swim inteiro e estou até agora boquiaberto, a arte é uma coisa louca... Feliz 2011, com mais contribuições assim, que falem ao leitor. Abraços.
ResponderExcluirEste álbum é mesmo maravilhoso. Que legal que você o curtiu. Aqui na Alemanha meus amigos veneram Caribou. Vi uma apresentação dele ao vivo no Berlin Festival e foi incrível.
ResponderExcluirGrande abraço,
Ricardo