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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Orgulho dos amigos: Joseph Ashworth

Conheci primeiro a William Green, em 2006, quando discotequei em Londres pela primeira vez. Quem o apresentou a mim, em uma festa de Erol Alkan, foi nosso amigo em comum, Jonjo-Jury Andrews, também DJ, que me contou que William (ou Will, como todos dizem) tinha um projeto musical muito legal com seu amigo Joseph Ashworth (ou Joe), chamado JOE AND WILL ASK?.

Viria a conhecer Joseph apenas no ano seguinte, quando os convidei para se apresentarem como Joe and Will ask? em nosso evento-interventor semanal, a berlin hilton, our own private Cabaret Voltaire. Will é um daqueles típicos dandies londrinos, do tipo que ama aquela Londres que sempre me pareceu um circo. (Não sou um grande fã da capital inglesa.) Joe, no entanto, é uma das criaturas mais delicadas e tímidas que já conheci. Sempre me surpreendo ao imaginá-lo em um projeto como o que tem com Will.

Estou muito feliz por eles: foi lançado hoje o seu primeiro EP, chamado "Claymore", com um dos selos musicais mais hypados da Europa nos últimos anos, o francês Kitsuné Music.



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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Para engolir e curar a tristeza

Não tive a oportunidade de conhecer o poeta Leonardo Martinelli pessoalmente. Trocamos muitas mensagens eletrônicas, discutimos poesia, a alheia e a nossa, trocamos poemas, comentamos o trabalho do outro. Acreditava que seria um dos encontros bonitos quando finalmente passasse pelo Brasil mais uma vez. A notícia de sua morte, este fim-de-semana no Rio de Janeiro, deixou-me bastante triste. Martinelli foi uma das pessoas que me trataram com gigantesca generosidade, desde que publiquei meu primeiro livro. Considerava-o um amigo, companheiro, aliado, colaborador, cúmplice. Termino esta nota, muito triste, com um de seus poemas, talvez meu favorito entre os que escreveu antes de desaparecer.

Receitas para engolir e curar o fracasso

Origem, compra, preparo e sabor


1. Ave sertaneja
de porte médio
fibrosa, rija
de vida noturna

Preços: vinte e
sete contos o quilo
no Mercadão de
Madureira ou

trinta e sete
(ágio de dez paus)
nos açougues febris
da rede Mundial

O jeito é pegar
um 254 na madruga
ou encarar de frente
o trem da Central


2. Embrulhe o fracasso
com jornal de ontem


3. Afogue duas postas numa
panela de barro contendo
dois litros de vinho barato

Salgue e asse
em fogo alto

Enfeite o prato
com uma dúzia de

amóreas secas + 100 g
de fios de óvulos


4. Aí vai ele
numa baixela dourada
ridícula - duas
palavras
em francês fajuto
farão sorrir amarelo

o rapaz de
meia-idade e enrubescer
as bochechas
gentis suburbanas
à mesa

Rende
para uma duas três
mil pessoas


Posologia

Uma vez
hiperdosada
vai-se a bula ao
mar de bile

--- poema de Leonardo Martinelli (1971 - 2008)

domingo, 9 de novembro de 2008

Orgulho dos amigos: Brett Lloyd

É bom, é feliz ver os amigos "chegando lá", conseguindo reconhecimento por seus trabalhos, especialmente quando acreditamos tanto no talento deles. É uma coisa muito feliz. Conheci o jovem fotógrafo britânico Brett Lloyd em 2006, quando me apresentei em Londres como DJ pela primeira vez. Soube de cara que suas fotografias estariam nas revistas mais conhecidas do mundo em breve, mas me surpreendeu a rapidez com que tudo aconteceu. Brett faz algumas das fotos mais delicadas





e ao mesmo tempo é um dos mais criativos fotógrafos de moda dos últimos anos. O próximo número (dezembro) da revista londrina Dazed and Confused traz uma série de fotos suas.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Adelaide Ivánova on Hilda Magazine



ADELAIDE IVÁNOVA @ HILDA MAGAZINE




25 photographs of Adelaide Ivánova on Hilda Magazine.

Adelaide Ivánova was born in Recife, Brazil. Her work concentrates on the human body in its daily concreteness, both in its natural naked exposures to the world and in the role playing games of dressing for the creation of an identity. To this effect, she works with portraits of friends and lovers in moments of utter intimacy, recalling the work of a forerunner like Nan Goldin, and at the same time producing fashion photography with a candidness and delicacy unusual for such pictures. The beauty of her work remains in the mixing of such references, bringing movement and intimacy to the what usually falls into posing, which brings her closer to an artist like Walter Pfeiffer or photographers of her own age such as Brett Lloyd. Adelaide Ivánova has published photographs in a variety of magazines such as i-D or Colors and is currently showing in Madrid, Spain. Adelaide Ivánova lives and works in Sao Paulo.

Hilda is edited by Ricardo Domeneck and Oliver Roberts.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Hoje à noite em SP

Será lançada hoje à noite em sua querida cidade de São Paulo (terça-feira, 29 de abril) o número comemorativo dos 10 anos da revista de poesia INIMIGO RUMOR. Na mesma mesa do Bar Balcão, a partir das 20 horas, você poderá arrematar o histórico, polêmico, controverso, discutido (e pouco visto) número de estréia de nossa revista Modo de Usar & Co., também conhecida no estrangeiro como How to Use & Cia.

"Que seja doce."



sábado, 26 de abril de 2008

Robert Storey on Hilda Magazine




ROBERT STOREY on HILDA MAGAZINE


Robert Storey is a visual artist who works with sculpture and installation through which video becomes both an element in the art making process and its documentation. His practice responds to and interprets everyday experience, often exploring the darker undertones of life, highlighting mental and physical hurdles which we face daily, such as death and social isolation. His work manifests human presence whose traces are constantly prominent factors in his pieces which provoke sympathy and understanding in the viewer, acknowledging a common fate with the artist. The British artist studied Fine Art in Central Saint Martins and is currently preparing his first solo exhibition. Robert Storey lives and works in London.

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