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quinta-feira, 31 de julho de 2014

"Assombração Urbana" : documentário sobre Roberto Piva (1937 - 2010)

Assombração Urbana, documentário sobre Roberto Piva (1937 - 2010), 
dirigido por Valesca Canabarro Dios.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

"As Hiper-Mulheres" (2011), filme de Carlos Fausto, Takumã Kuikuro e Leonardo Sette

O poeta gaúcho Marcus Fabiano Gonçalves postou ontem este filme, na íntegra, nas redes sociais, chamando-o de "um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos." Assisti ao filme imediatamente e digo a vocês, com certeza, que se trata de um dos filmes brasileiros do novo século. Chamado de documentário, retratando a vida dos Kuikuro durante os preparativos do Jamurikumalu, o maior ritual de dança e canto femininos do Alto Xingu, o filme tem uma força narrativa que vai além da usual linguagem documental. Interessa-nos também por mostrar a poesia cantada dos Kuikuro (em breve poderemos ter as traduções de Bruna Franchetto, que vem trabalhando com os textos). Recomendo o filme fortemente.


As Hiper-Mulheres (2011), filme de Carlos Fausto, Takumã Kuikuro e Leonardo Sette

"Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios, enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente."
Nome original:
As Hiper Mulheres
Diretor:
Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro
Roteiro:
Duração:
80 min.
Ano:
2011
Data da estreia:
Classificação:
16 anos
País:
Brasil
Produção:
Carlos Fausto, Vincent Carelli
Cor:
Colorido
Distribuidora:
Vitrine Filmes



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sábado, 29 de dezembro de 2012

"Hugh MacDiarmid: A Portrait by Margaret Tait" (1964).


Hugh MacDiarmid: A Portrait, by Margaret Tait (1964). 

Hugh MacDiarmid (1892 – 1978) foi um dos grandes modernistas escoceses. Seu longo poema A Drunk Man Looks at the Thistle (1926) seria provavelmente considerado um dos grandes textos modernistas, mas, escrito em scots, não encontrou a mesma recepção, por bloqueio linguístico, das grandes obras em inglês, como Tender ButtonsThe Waste Land ou The Cantos. Ao mesmo tempo, como nos acostumamos a pensar o modernismo anglófono como negócio dos americanos, MacDiarmid acabou obscurecido e com a mesma recepção parca de outros modernistas, como os britânicos David Jones (1895 – 1974) e Basil Bunting (1900 – 1985). Precisamos descobri-los.

Hugh MacDiarmid (1892 - 1974)

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

A falta que faz uma voz: dentro de um quadro pintado por Anonymous Porsche. Dedicado a Milton Santos



O Brasil, copiando sempre bem o Mundo, parece invariavelmente caminhar à beira do abismo. Pelo menos, certamente desde a Invasão Portuguesa e o genocídio que desencadeou, permitindo-nos falar agora deste conjunto de crimes com nome luzidio. À beira do abismo? Para muitos dos povos que viviam neste território, que hoje chamamos com pompa de República Federativa do Brasil, o fim do mundo já ocorreu há séculos. Um apocalipse de matança, doença (nossos pais inventaram a Guerra Biológica), tortura e escravidão que faria inveja a Hieronymus Bosch, este que tampouco vislumbrou nosso próprio Inferno hodierno, que melhor seria pintado por um possível Anonymous Porsche. A cada época, o seu terror. A nossa parece carregar o tom cínico que a pinta como puro progresso e desenvolvimento. Mas às custas de quem? De quantos? Será possível que certos canastrões do Futurismo eram mais que falsos profetas? Neste momento que parece crucial para a possível (des)instituição de uma verdadeira democracia no país; com os atos de um Governo Federal cego à destruição que está disposto a fazer sobrecair sobre povos que sobreviveram aos sucessivos apocalipses impingidos desde Lisboa, o Rio de Janeiro e agora Brasília; em atas e atos que deveriam ser inexprimíveis em seu horror e ainda assim encontram aconchego na mais burocrática e falsamente jurídica das linguagens a sair da pena dos detentores do poder judicial, legislativo, executivo e midiático nesta nossa República pós-imperial de aberrações; neste momento, nesta noite, sem saber sequer entoar um canto de guerra numa língua resistente, eu-preso a línguas colonialistas que foram usadas para tanto horror neste território ao qual ora me dirijo; eu-preso volto-me à falta que certas mulheres e homens nos fazem, mortos; insistindo porém que não se trata de glorificação do passado, pois bem sei que ainda há mulheres e homens pensando e agindo no País, e sabendo que o discurso crítico corrente, de que os grandes já estão mortos, não passa de estratégia para silenciar o pensamento dos vivos; mas hoje, com um desespero legítimo ao ler e reler textos sobre esta coisa a que foi dado o nome de Belo Monte e no qual reconheço veramente apenas o pico do iceberg ou quiçá sintoma avançado de uma distopia infernal; aqui, agora, eu peço licença aos leitores deste espaço para dedicar esta página e este momento à voz de um homem que nos deixou, e peço que façam esta dádiva a suas próprias mentes, dando um pouco do seu tempo esta noite à voz que carrega seu pensamento, o de Milton Santos, em um dos vídeos abaixo.



"Globalização: O Mundo Visto do Lado de Cá", de Silvio Tendler, com Milton Santos. 

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Belo Monte, anúncio de uma guerra", filme na íntegra.



Belo Monte, anúncio de uma guerra (2012), financiado pelo público. Direção de André D´Elia.
Implora-se que se o espalhe, ou não se volte mais a este espaço.



 

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

"W. H. Auden - Tell Me The Truth About Love": documentário de Susanna White

O jovem Auden

A primeira vez que li W.H. Auden (1907 – 1973) foi em 1997, quando eu tinha entre 19 e 20 anos, ao comprar em São Paulo uma edição usada de uma antologia com tradução e introdução de José Paulo Paes e João Moura Jr., Poemas (São Paulo: Companhia das Letras, 1986). Lembro-me de ter ficado encantado com os poemas que ele escreveu ainda jovem, mesmo que nunca tenha conseguido apreciar da mesma maneira sua produção tardia. De qualquer forma, dois de meus poemas favoritos, muito importantes para mim além de dois dos textos mais memoráveis que o século XX nos legou, são dele: "Musée des Beaux Arts" e "In Memory of W.B. Yeats". Hoje, mais temperado em minhas recusas e aceitações, leio com muito carinho poemas singelos e diretos como "Funeral Blues" e "The More Loving One" (os versos "If equal affection cannot be, / Let the more loving one be me" sempre vão me acompanhar), e leio com admiração mesmo seus textos mais moralizantes, digamos, como "Lakes" e "Mountains". Tenho também simpatia grande por um poeta que satirizou os machos-alfa como o fez em "Moon Landing":



Às vezes me pergunto como e de que maneira minha vida hoje em Berlim seria diferente da que Auden e seu amigo Christopher Isherwood levaram na Berlim da República de Weimar. Completamente distintas e, ao mesmo tempo e em certos aspectos bastante específicos, imagino que muito parecidas. Assisti hoje a um documentário sobre a lírica amorosa de Auden. Quis compartilhá-lo. Encerro a postagem com meus dois poemas favoritos do autor.

"W. H. Auden - Tell Me The Truth About Love": documentário de Susanna White

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Musée des Beaux Arts
W.H. Auden

About suffering they were never wrong,
The Old Masters; how well they understood
Its human position; how it takes place
While someone else is eating or opening a window or just walking dully along;
How, when the aged are reverently, passionately waiting
For the miraculous birth, there always must be
Children who did not specially want it to happen, skating
On a pond at the edge of the wood:
They never forgot
That even the dreadful martyrdom must run its course
Anyhow in a corner, some untidy spot
Where the dogs go on with their doggy life and the torturer's horse
Scratches its innocent behind on a tree.
In Breughel's Icarus, for instance: how everything turns away
Quite leisurely from the disaster; the ploughman may
Have heard the splash, the forsaken cry,
But for him it was not an important failure; the sun shone
As it had to on the white legs disappearing into the green
Water; and the expensive delicate ship that must have seen
Something amazing, a boy falling out of the sky,
had somewhere to get to and sailed calmly on.


Pieter Bruegel (a atribuição é questionada por especialistas) - "Paisagem com Queda de Ícaro"

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In Memory of W. B. Yeats
W. H. Auden

I

He disappeared in the dead of winter:
The brooks were frozen, the airports almost deserted,
And snow disfigured the public statues;
The mercury sank in the mouth of the dying day.
What instruments we have agree
The day of his death was a dark cold day.

Far from his illness
The wolves ran on through the evergreen forests,
The peasant river was untempted by the fashionable quays;
By mourning tongues
The death of the poet was kept from his poems.

But for him it was his last afternoon as himself,
An afternoon of nurses and rumours;
The provinces of his body revolted,
The squares of his mind were empty,
Silence invaded the suburbs,
The current of his feeling failed; he became his admirers.

Now he is scattered among a hundred cities
And wholly given over to unfamiliar affections,
To find his happiness in another kind of wood
And be punished under a foreign code of conscience.
The words of a dead man
Are modified in the guts of the living.

But in the importance and noise of to-morrow
When the brokers are roaring like beasts on the floor of the Bourse,
And the poor have the sufferings to which they are fairly accustomed,
And each in the cell of himself is almost convinced of his freedom,
A few thousand will think of this day
As one thinks of a day when one did something slightly unusual.

What instruments we have agree
The day of his death was a dark cold day.

II

You were silly like us; your gift survived it all:
The parish of rich women, physical decay,
Yourself. Mad Ireland hurt you into poetry.
Now Ireland has her madness and her weather still,
For poetry makes nothing happen: it survives
In the valley of its making where executives
Would never want to tamper, flows on south
From ranches of isolation and the busy griefs,
Raw towns that we believe and die in; it survives,
A way of happening, a mouth.


III

Earth, receive an honoured guest:
William Yeats is laid to rest.
Let the Irish vessel lie
Emptied of its poetry.

In the nightmare of the dark
All the dogs of Europe bark,
And the living nations wait,
Each sequestered in its hate;

Intellectual disgrace
Stares from every human face,
And the seas of pity lie
Locked and frozen in each eye.

Follow, poet, follow right
To the bottom of the night,
With your unconstraining voice
Still persuade us to rejoice;

With the farming of a verse
Make a vineyard of the curse,
Sing of human unsuccess
In a rapture of distress;

In the deserts of the heart
Let the healing fountain start,
In the prison of his days
Teach the free man how to praise.


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terça-feira, 3 de abril de 2012

"O Dia que Durou 21 anos", documentário de Camilo Tavares.

Documentário O Dia que Durou 21 anos, que apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no Golpe Militar de 1964. Uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares.








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domingo, 23 de janeiro de 2011

O impressionante filme de Semion Aranovich sobre a poeta russa Anna Akhmátova

Descobri e assisti ontem à noite ao (realmente excelente) filme The Anna Akhmátova File (1989), do diretor e documentarista soviético Semion Aranovich (1934 - 1995).

Recentemente disponibilizado de forma integral na Rede, The Anna Akhmatova File (1989) segue a vida, obra e conturbadíssimo contexto histórico da poeta russo-ucraniana, autora de Anno Domini MCMXXI e Réquiem. O filme traz fotos e raras cenas da própria poeta, de seu primeiro marido, o também poeta Nikolai Gumiliov (fuzilado em 1921 sob acusação de ser um contra-revolucionário), seus grandes amigos e poetas Alexander Blok (1880 - 1921) e Ossip Mandelshtam (1891 - 1938), discute sua relação e admiração por Boris Pasternak (1890 - 1960), Marina Tsvetáieva e Alexander Soljenítsin (1918 – 2008)), com leituras de seus poemas e diários, justapostos de forma perturbadora a cenas de discursos (e até mesmo descontração) de Joseph Stálin (1878 - 1953) e Nikita Khrushchev (1894 - 1971).

The Anna Akhmatova File foi primeiramente proibido. Com 65 minutos de duração, é competentíssimo ao usar apenas trechos de poemas e diários da Akhmátova, unidos a cenas marcantes da vida russa durante sua existência marcada por tragédias históricas, para criar um retrato tocante e perturbador sobre o destino dos escritores russos durante a Era Soviética.

The Anna Akhmatova File (1989), filme ::: completo ::: de Semion Aranovich (1934 - 1995).

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de Réquiem (1935 - 1940)

Era no tempo em que só um morto,
contente por estar em paz, sorria.
Como peso morto, Leninegrado
dependurava-se das enxovias.
E quando legiões de condenados
já marchavam loucos e aflitos
e as locomotivas já soltavam
os apitos do breve canto do adeus,
sobre nós gelavam estrelas de morte
e a Rússia inocente se contorcia
sob as cardas de ensanguentadas botas,
sob as rodas negras dos carros sombrios.


Anna Akhmátova,
tradução de Arlindo Correia

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Anna Akhmátova nasceu a 23 de junho de 1889 em Odessa, então ainda Império Russo, hoje Ucrânia. Com seu primeiro marido, o poeta Nikolai Gumiliov (1886 – 1921), Serguei Gorodetski (1884 – 1967) e ainda Ossip Mandelshtam (1891 - 1938), formou o grupo de vanguarda dos Acmeístas, ligado à tradição do simbolismo russo, em especial à obra de Alexander Blok (1880 - 1921), apenas cerca de uma década mais velho que eles. Anna Akhmátova estreou em livro com Vecher ("Noite"), em 1912, seguido de Chetki ("Rosário") em 1914. O início da Grande Guerra (1914 - 1918), da Revolução Russa (1917) e dos terríveis anos de Guerra Civil (1918 - 1922) põem fim à chamada Era de Prata da Poesia Russa. Alexander Blok adoece e, necessitando de tratamento fora do país, morre a 7 de agosto de 1921 à espera da permissão do governo para viajar, concedida 10 dias depois de sua morte; Nikolai Gumiliov é fuzilado poucos dias depois como contra-revolucionário; Akhmátova e Mandelshtam, considerados poetas "aristocráticos e incompreensíveis para as massas", têm cada vez mais dificuldade de publicar, até que Mandelshtam é preso e condenado a trabalhos forçados no Gulag (mesmo destino de Liev Gumiliov, filho de Akhmátova com o poeta Nikolai Gumiliov), acontecimentos que encontrariam seu memorial em livros de Akhmátova como Anno Domini MCMXXI (1921) e Réquiem, escrito entre 1935 e 1940.

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Semyon Aranovich nasceu a 23 de julho de 1934, em Derazhnya, na União Soviética. Dirigiu, além deste O Arquivo Anna Akhmátova (1989), outros documentários como Sonata para Viola de Dmitri Shostakovitch (1981) e O Guarda-Costas de Stálin (1990). O diretor morreu em 1995, na Ucrânia.

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Anna Akhmátova (1889 - 1966)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Edith Beale mãe e Edith Beale filha: Grey Gardens

Porque o mundo esconde criaturas fabulosas.



Há duas noites, eu jantava com meu amigo Heinz (que é também um de meus fotógrafos alemães favoritos, Heinz Peter Knes) e seu namorado Buck. Após a comida e o café, Heinz perguntou se queríamos ver um filme. Eu disse o que geralmente digo neste caso: "Claro! Mas depende do filme."

A lista de opções começou. Ele sugeriu Opening Night, do John Cassavetes, um dos meus filmes favoritos (Gena Rowlands perfeita, perfeita, perfeita), mas já vira o filme várias vezes. Após outros nomes, mais ou menos interessantes, Heinz disse: "Nós podíamos assistir Grey Gardens."

Eu respondi que não sabia do que se tratava. Heinz arregalou os olhos, esboçou o sorriso maroto de quem sabia que estava prestes a acrescentar um novo universo paralelo à cosmologia das minhas obsessões e apertou o PLAY.

Desde então, já pesquisei o que há sobre as duas Edies na rede, Big Edie - a mãe; e Little Edie, a filha: as criaturas Edith Bouvier Beale mãe e Edith Bouvier Beale filha, da família Bouvier, a de Jacqueline Kennedy, nascida Jacqueline Bouvier, mais tarde Kennedy e Onassis.

Big Edie e a maravilhosa Little Edie transformaram-se em figuras cult após o documentário dos irmãos Maysles, chamado Grey Gardens e lançado em 1975.


O documentário é realmente primoroso, apresenta as duas mulheres de maneira respeitosa, afetuosa e ao mesmo tempo é implacável. Algumas das frases de Little Edie não me saem da cabeça.


Eu pagaria qualquer coisa para ler os poemas que Edith Beale escreveu antes de morrer sozinha na Flórida em 2002 (sua mãe morrera em 1977, dois anos depois do documentário.) Seu corpo seria encontrado cinco dias depois.





Para mim, o documentário foi devastador. Esta foi a reação imediata. Terminei o filme muito triste, pensando em como criaturas fabulosas como estas terminam a vida desta maneira, esquecidas em uma casa tomada pelos ratos, gatos e racoons. Deixou-me num humor totalmente "eclesiastes", numa coisa meio "carpe diem" e "tempus fugit", inflando em minha mente um "Nasce o sol e não dura mais que um dia", um "Nothing golden stays", aquilo que me faz respeitar a moda como a tristeza camuflada do transitório, lembrei-me do que me levou a escrever o poema "Lembrete", que encerra meu primeiro livro, Carta aos anfíbios:

Lembrete

Cruz e Sousa
em vagões de
transporte
de gado.

Paul Celan
nas águas
do Sena.

Frank O’Hara
estirado n’areia.

Christine Lavant
crivada de camas
............e escamas.

Alejandra Pizarnik,
intolerância
a secobarbital.

Carlos Drummond de Andrade
doze dias após a filha.

Pier Paolo
a pau e pedra.

João Cabral de Melo Neto
...............................cego.

Orides Fontela
à beira da indigência.


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Trata-se de um lembrete para mim mesmo.

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Ao mesmo tempo, há algo de luminoso nestas duas criaturas. Para descrever a alegria de descobrir este documentário e suas figuras, Big Edie e Little Edie, eu gostaria de citar a própria Little Edie: "I am pulverized by this latest thing."


Pode-se assistir ao documentário no YouTube, infelizmente em 11 partes, AAQQUUII - parte 1 de 11.

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