Uli Buder, meu amigo e colaborador, completa 28 anos de idade hoje. Obrigado por existir.
Parto daqui a pouco para o bairro dele, onde vamos aproveitar o sol no telhado de seu prédio. Mais tarde, faço uma leitura com Odile Kennel em Kreuzberg.
Durante nossa passagem por Tiradentes, durante o Festival Artes Vertentes 2013, conversei muito com a poeta israelense Tal Nitzán sobre a natureza do político no trabalho poético. Foram dias muito bonitos. Tal, após minha leitura do poema "Ísis Dias de Oliveira (1941 - ?)" na Igreja do Rosário, num domingo, disse-me que gostaria de traduzi-lo. Ela é a tradutora israelense premiada de autores latino-americanos como Antonio Machado, Federico García Lorca, Pablo Neruda, Octavio Paz, Jorge Luis Borges, Cesar Vallejo, Alejandra Pizarnik e Cesare Pavese. Fiquei muito tocado, especialmente por levar o nome e a memória de Ísis a outras línguas, aumentando talvez a consciência do que por aqui ocorrer. Compartilho aqui a tradução, seguida da tradução de Odile Kennel para o alemão e o original. O poema foi publicado pela primeira vez em meu livro alemão, Körper: ein Handbuch (Berlin: Verlagshaus J. Frank, 2013). No Brasil, fará parte do meu próximo livro.
(1941-?) איזיס
דיאס דה אוליביירה
אולי
היתה עכשיו
משועממת ביום ראשון,
עגומה על הספה
או ישנה
אולי גרושה.
אולי היתה חיה
עם שלושה ילדים
שמעולם לא היו לה
בדירה שכורה
זעירה, מאושרת
או אומללה, כמו
שקורה תמיד, אולי. אולי
היתה נועלת בשמש
את נעליה האהובות,
כבר די שחוקות, גנובות
מחברה שאיתה
לא היתה מדברת עוד,
אולי. אולי כבר היתה נופלת
בידי ההתאבדות,
או הבעל השני,
אולי רק סורבה
תמרינדי, אולי.
אולי היתה צוחקת,
מספרת בדיחה
תפלה
שכל החברים
כבר לא מסוגלים
לשמוע, אולי. אולי
היתה תוהה
במה הועיל המאבק
וכל החיים האלה
כדי שהמדינה
תהיה בסוף
כמו שהיא, אולי.
אולי
היתה מהגרת
ומביעה את שמחותיה
עכשיו באקלימים אחרים,
מתבטאת עכשיו בשפות אחרות,
לא זוכרת שום מאבק
ושום גרילה, אולי.
אצבעותיה היו עכשיו אולי
מוכתמות מן הדיו
של עיתון הבוקר
שמשקר לעתים קרובות,
כפי ששיקר כבר אז,
אולי, והדיו היתה
נטמעת עכשיו בלובן
הספל, כפי שחומר
עובר מחומר אל חומר,
אילו חיתה,
אולי.
§ Ísis Dias de Oliveira (1941- ?) Vielleicht würde sie sich gerade langweilen an einem Sonntag hätte den Blues auf dem Sofa, oder schliefe geschieden, vielleicht. Vielleicht würde sie mit den drei Kindern die sie nie bekam in einer Einzimmer- Mietwohnung leben, glücklich oder unglücklich wie man eben so ist, vielleicht. Vielleicht zöge sie in dieser Minute in der Sonne ihre abgenutzten Lieblingsschuhe an der Freundin stibitzt mit der sie verstritten wäre vielleicht. Vielleicht hätte der Selbstmord sie längst geholt, hätte sie schon den zweiten Mann, eventuell auch eine Kugel Eis, vielleicht. Sie würde sich kugeln vor Lachen, vielleicht beim Erzählen eines schlechten Witzes, den ihre Freunde schon nicht mehr hören könnten. Vielleicht würde sie fragen, warum sie dieses Leben, diesen Kampf geführt hat, wenn kein besseres Land herauskam als dieses. Vielleicht wäre sie emigriert wäre heiter in einem anderen Klima, einer anderen Sprache, vergessen die Bewegung der Untergrund, vielleicht. Ihre Finger wären vielleicht voller Druckerschwärze von der Morgenzeitung die vielleicht wie früher lügen würde und das Schwarz färbte ab auf die weiße Keramiktasse, so wie Materie von Materie auf Materie übergeht sofern lebendig vielleicht. § Ísis Dias de Oliveira (1941 - ?) Talvez ela estivesse agora entediada num domingo, cheia de banzo no sofá ou dormindo divorciada, talvez. Talvez ela vivesse com os três filhos que jamais teve numa quitinete de aluguel, feliz ou infeliz, como sói ser, talvez. Talvez vestisse ao sol os sapatos favoritos já meio gastos, roubados da amiga com quem já não falasse, talvez. Talvez o suicídio já a houvesse colhido, ou o segundo marido, quiçá tão-só um sorvete de tamarindo, talvez. Talvez estivesse rindo, contando a piada sem graça que todos os amigos já não aguentavam ouvir, talvez. Talvez questionasse o que valeram luta e toda aquela vida para que o País acabasse como acabou, talvez. Talvez houvesse emigrado e submetesse suas alegrias agora a outros climas, exprimindo-se noutra língua, esquecida de militâncias e guerrilhas, talvez. Seus dedos agora talvez estivessem sujos de tinta do jornal matutino que mente a miúdo, como já antes o fazia, talvez, e a tinta agora se juntasse ao branco da louça da xícara, como se transporta matéria de matéria a matéria, se viva, talvez. . . .
Ontem à noite ocorreu, aqui em Berlim, o lançamento do novo número da revista Belletristik: Zeitschrift für Literatur und Illustration (Verlagshaus J. Frank, 2012). Como se trata de uma revista dedicada à literatura e à ilustração, neste número os editores tiveram a ideia de uma corrente: uma iniciada por uma ilustração, para a qual um poeta escreveu um texto, que por sua vez foi entregue a outro ilustrador e assim por diante. Na segunda corrente, começou-se com um texto. A revista ficou muito bonita.
Ontem, na galeria Serendipity, vários dos poetas fizeram uma leitura coletiva, com projeções das ilustrações. A violoncelista Ehrengard von Gemmingen tocou, a intervalos, peças de Bach. Foi uma noite bonita. As leituras de Shane Anderson (o único outro estrangeiro comigo na revista) e da poeta (e minha tradutora) Odile Kennel foram muito boas. Na revista, chamou-me ainda a atenção o poema de Max Czollek, meu companheiro de editora aqui na Alemanha.
Abaixo, a ilustração de Annemarie Otten que catapultou meu poema, meu poema, e a ilustração de Asuka Grün que ele catapultou.
Ilustração de Annemarie Otten
:
Poema de Ricardo Domeneck
Voltar à casa, para quê?
Aproveita a viagem,
Odisseu. Ninguém
sabe o que se passou em Ítaca
durante a tua ausência.
Por ora,
tu tens a atenção de deuses,
cíclopes, sereias. É provável,
conhecendo o mundo
como é o mundo sedento
de novidades, que chegando
à casa, homem
muitíssimo inferior
a ti seja
agora rei, que Penélope
esteja no quinto marido,
teu cão morto,
e que tuas pelancas
envelhecidas tenham já
tornado irreconhecível
a cicatriz. Casa? Sempre
foi tolice investir
no setor imobiliário.
Retornar dá trabalho.
Permanece à deriva.
Lendo com Alexander Gumz no Z Bar, Berlim. Foto de Andrea Schmidt.
Fiz uma leitura ontem em Berlim, no Z Bar, ao lado do poeta alemão Alexander Gumz (Berlim, 1974). É uma nova série de minha editora alemã, a Verlagshaus J. Frank, em que poetas "da casa" convidam poetas de outras editoras para uma leitura e uma conversa. Li uma seleção de poemas que entrarão em meu livro alemão: "Vida longa à poesia pura", "Corpo", "X + Y: uma ode", "Texto em que o poeta celebra o amante de vinte e cinco anos", "Carta a Antínoo", "Seis canções óbvias" e "Cantiga de ninar para amante surdo". Alexander Gumz leu poemas de seu livro de estreia, e único até o momento, intitulado ausrücken mit modellen (Berlin: KOOKbooks, 2011), pelo qual recebeu o prêmio Clemens Brentano deste ano. Foi muito bom testar as traduções ("X + Y: uma ode" funcionou muito bem com a plateia alemã), conversar com Gumz sobre narratividade, indeterminação, política na poesia, etc. Tentarei traduzir um dos poemas de Gumz em breve. No momento, estou mergulhado num artigo sobre a recepção alemã de Jorge Amado para a Deutsche Welle, por ocasião de seu centenário este mês. Deixo vocês com um original alemão do poeta.
Später Besuch
Alexander Gumz
er dreht die lider runter wenn er lacht: windet sich auf seiner sprache (das nennen wir mal alkoholproblem) wie er ins waschbecken kotzt (seebäder drübermalt) hat schon was von keine ansichtssache eher: sauberwerden mit den farben oder kurz nochmal die hände heben (in eine flasche beten wie in eine mutter) um später zu entdecken er hat den humor einer stadt von sehr weit oben etwas schneidet sich durch seine falten: mehr zu sein als der ekel davor in einem bett aus bier zu schlafen sein gesicht zu legen auf etwas das nicht bleibt
§
Discoteco hoje à noite no Honecker Lounge do Kino International ao lado de meu amigo Uli Buder, produtor alemão mais conhecido como Akia, sobre o qual falo com frequência aqui. Ouça abaixo uma gravação de sua última apresentação ao vivo.
Foi muito bom ter a poeta, romancista e minha querida tradutora Odile Kennel (n 1967) ontem na plateia. O trabalho com ela tem sido maravilhoso. Odile lançou o romance Was Ida sagt no ano passado, pela importante editora alemã Deutscher Taschenbuch Verlag - dtv. Abaixo, um vídeo em que lê um trecho do romance.
A mesma editora lança seu primeiro livro de poemas no ano que vem. Traduzi alguns para a Modo de Usar & Co.
Por sorte a névoa chegou
tarde. Mais abaixo, eu sei
com certeza, nadavam girinos
num tanque de pedra, as vacas
traçavam com patas cautelosas
veias na montanha, visíveis. Sobre
nós circulava um busardo. Não
é um busardo, você disse, mas
nos faltavam binóculos e dicionário
de inglês. E havia o ruído
dos planadores. Eles abocanhavam o ar
em goles ávidos. Riscavam verticais acima
e abaixo cambaleavam nossos
olhos uns nos outros, mergulho cauteloso
das palavras vale abaixo, cartografado
de montanha a montanha.
Por sorte a névoa chegou tarde
para que pudéssemos
admirar na capela o
Senhor Jesus transsexual, suas unhas
pintadas. Para que nossos olhos
patas cautelosas sob
círculos intraduzíveis, para que nossos
olhos tais como girinos
no tanque de pedra nadassem
uns pelos outros se medissem uns nos outros
mergulhassem por sorte
a névoa chegou tarde.
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
Zum Glück kam der Nebel
Odile Kennel
verspätet. Weiter unten, ich weiß es genau, schwammen Kaulquappen in einem Steintrog, Kühe legten mit bedächtigen Hufen die Adern des Berges bloß. Über uns kreiste ein Bussards. Das ist kein
Bussard, sagtest du, aber wir hatten kein Fernglas und kein englisches Wörterbuch. Und das Geräusch kam von den Segelfliegern. Sie rissen die Luft an sich in gierigen Zügen. Rissen sie aufwärts und
abwärts taumelten unsere Augen ineinander, bedächtiges Tauchen der Wörter ins Tal hinab geschwungen, ausgelotet von Berg zu Berg.
Zum Glück kam der Nebel verspätet so dass wir in der Kapelle den transsexuellen Herrn Jesus bewundern konnten, lackiert seine Nägel. So dass unsere Augen bedächtige Hufe unter unübersetzbaren Kreisen, so dass unsere Augen Kaulquappen gleich im Steintrog schwammen sich aneinander maßen ineinander tauchten zum Glück
kam der Nebel verspätet.
.
Pensar sálvia e você
Eu penso sálvia quando eu
vejo sálvia penso folhas de veludo
verde-cinza pareadas opostas ou
labiadas ou temperadas e amargas
ou eu penso em nada nem sálvia nem
planta nem cheiro pois por tanto
pensar a sálvia se encontra
à janela se desencontra na mente
pois ela para mim não existe mas
existe para si nada sabe de
seu nome nada sabe de seu
existir presume-se que nonada sabe.
Eu penso você quando eu não
penso sálvia quando não penso que
os andorinhões cochilam nas altas
camadas do ar e nós deitadas
despertas à janela eu penso
você e o cheiro amargo
e temperado infiltra-se no seu
no meu existir de que nada sabe
e assim origina-se um desequilíbrio
existencial na luz pós-meridiana
pois sabemos sabemos muito bem
que todo tempo é uma xícara a
despenhar-se aos céus ou óleo etéreo
ou a maquinaria da solidão, presume-se.
(tradução de Ricardo Domeneck)
(Odile
Kennel lê em Berlim, a 19 de agosto de 2008, em evento que contou ainda
com leituras do belga Damien Spleeters, da espanhola Sandra Santana e minha)
:
Salbei denken und Du
Odile Kennel
Ich denke Salbei wenn ich Salbei sehe denke grüngraue samtene Blätter paarweise gegenständig oder Lippenblütler oder bitter und würzig oder ich denke nichts nicht Salbei nicht Pflanze nicht Duft weil vor lauter Denken der Salbei wohl vorkommt am Fenster doch verkommt im Kopf er also für mich nicht existiert er aber für sich existiert und nicht weiß wie er heißt und nichts weiß von seiner Existenz vermutlich gar nichts weiß.
Ich denke Du wenn ich nicht Salbei denke nicht denke dass die Mauersegler dösen in den höheren Schichten der Luft während wir wach liegen am Fenster ich denke Du während der bittere und würzige Duft in deine und meine Existenz dringt von der er nichts weiß und so entsteht ein existenzielles Ungleichgewicht im Nachmittagslicht denn wir wissen wir wissen sehr genau dass alle Zeit nur eine himmelwärts stürzende Tasse ist oder ätherisches Öl oder eine Apparatur der Einsamkeit, vermutlich.
(Zitat: Ulrike Draesner)
§
Também foi bom ver na plateia minha querida amiga Sabine Scho, a poeta alemã que divide seu tempo entre Berlim e São Paulo. É uma pena que a cena poética paulistana não a tenha ainda descoberto. Scho está na Alemanha, onde recebe este mês o prêmio de poesia Anke Bennholdt-Thomsen do Instituto Schiller. Um poema traduzido:
green
alguém quer que eu diga
erva e uma toalha es-
tenda, erva da boa, a pura
opulência dos ruminantes
não é nada, dou voluntaria-
mente a entender, nada mais que
vento nos salgueiros, aptidão
para Marte, macacão azul
lavado a seco, de preferência
fotossíntese, campos de
estromatólitos, quedas de
temperatura em florescência
desértica, paisagem incrustada,
gravura grátis a laser, nem nada
de nada de precipitações
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
green
Sabine Scho
jemand will, dass ich gras sage und eine decke aus- breite, gutes gras, die reine üppigkeit der wiederkäuer es ist nichts, gebe ich bereit- willig zu verstehen, nichts als wind in den weiden, marstaug- lichkeit, ein blaumann aus der schnellreinigung, vorzugsweise photosynthese, stromatolithen- felder, temperaturstürze in wüster blüte, verkrustete aussicht, kosten- lose lasergravur, nichts und kein bisschen niederschlag
§
Outra amiga na plateia foi a fotógrafa Adelaide Ivánova, que está preparando sua exposição na França em setembro, com um título lindamente longo e inspirado em um dos meus poemas favoritos, de Wislawa Szymborska. O nome da exposição é "Autotomy is the ability some animals have to change or
mutilate their bodies in order to look like something else and protect
themselves from the world and I was amazed to notice that we all do it
and not just sea cucumbers." Deixo vocês com uma foto de Ivánova, que não está na exposição mas é uma de minhas favoritas (logo verão o porquê). Neste aniversário, ganhei dela uma versão enorme da foto (o modelo é seu namorado), que doravante estará na parede do meu quarto. A segunda é outra foto linda de seu namorado (às vezes penso que Ivánova e eu somos as versões fotógrafa e poeta de uma pessoa muito parecida), e a última é um dos últimos retratos que fez de minha imponderada pessoa.
Foto de Adelaide Ivánova (2012)
Foto de Adelaide Ivánova (2012)
Foto de Adelaide Ivánova (2012)
§
Encerro com o poema de Wislawa Szymborska.
autotomia Wislawa Szymborska (tradução coletiva da Inimigo Rumor n. 10)
diante do perigo, a holotúria se divide em duas: deixando uma sua metade ser devorada pelo mundo, salvando-se com a outra metade.
ela se bifurca subitamente em naufrágio e salvação, em resgate e promessa, no que foi e no que será.
no centro do seu corpo irrompe um precipício de duas bordas que se tornam estranhas uma à outra.
sobre uma das bordas, a morte, sobre outra, a vida. aqui o desespero, ali a coragem.
se há balança, nenhum prato pesa mais que o outro. se há justiça, ei-la aqui.
morrer apenas o estritamente necessário, sem ultrapassar a medida. renascer o tanto preciso a partir do resto que se preservou.
nós também sabemos nos dividir, é verdade. mas apenas em corpo e sussurros partidos. em corpo e poesia.
aqui a garganta, do outro lado, o riso, leve, logo abafado.
aqui o coração pesado, ali o Não Morrer Demais, três pequenas palavras que são as três plumas de um vôo.
Hoje à noite, às 19:00, faço uma leitura na Livraria Portuguesa, aqui no Berlimbo, ao lado da poeta alemã Odile Kennel (n. 1967), a convite d´A Livraria e da Berlin-Brandenburgiesche Buchwoche (Semana do livro de Berlim e Brandemburgo).
Odile e eu temos nos traduzido mutuamente desde 2006. A leitura consistirá de poemas de nossa autoria, traduzidos para o português e o alemão em trabalho conjunto. Iniciaremos com poemas recentes, ainda sem tradução, seguindo para textos mais antigos.
No programa desta noite:
Primeiro bloco: Poemas não muito sérios/Nicht ganz so ernste Gedichte
Odile Kennel lê "So topographisch zumute" & "Nicht aussteigen müssen in Hildesheim" Eu leio "Corpo" em português e inglês (leia AAQQUUII).
Segundo bloco: Poemas com animais e secreções/Gedichte mit Tieren und Körperausscheidungen
Odile Kennel lê "Salbei denken und Du" (leia AAQQUUII), "Zum Glück kam der Nebel" & "Dinosaurier werfen in erster Linie Fragen auf". Em seguida, eu leio minhas traduções para o português destes mesmos poemas: "Pensar sálvia e você", "Por sorte a névoa chegou" & "Dinossauros levantam primordialmente questões"
Depois disso, leio meus 2 poemas mais recentes: "Texto em que o poeta celebra o amante de vinte e cinco anos" e "Enfim aurora-me na cachola", seguidos de "Breviário de secreções", que está no Carta aos anfíbios. Odile lê então suas traduções destes meus poemas para o alemão: "Text, in dem der Dichter des Liebhabers fünfundzwanzigsten Geburtstag zelebriert", "Endlich dämmert’s mir im Hirn" & "Kurze Abhandlung über Körperausscheidungen".
Terceiro bloco:
Odile lê os últimos poemas que traduzimos: "Und dann fing ich noch einmal mit der Zeile an" e "Auch ich finde keinen Schluss", que faz uma referência ao poema "Treze de agosto", de Angélica Freitas. Eu os traduzi como "E então comecei uma vez mais com o verso" e "Também não consigo terminar".
Para encerrar, farei minha leitura videotextual das "Six songs of causality".
Às 19:00, na Livraria Francesa de Berlim - ZADIG - participo do evento Printemps des Poètes, com uma leitura de poemas ao lado dos autores Odile Kennel (Alemanha), Sandra Santana (Espanha) e Damien Spleeters (Bélgica).