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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

São Paulo, sexta, 26/09




Na IV edição do SARAU DOS HUSSARDOS, nesta sexta-feira - dia 26 de setembro, os editores convidados são Marília Garcia e euzinho.

Leitura e conversa, e ainda dos colaboradores da Modo:

Fabiano Calixto
Dirceu Villa
William Zeytounlian
Fabiana Faleiros
Victor Heringer
Reuben Da Cunha Rocha

Apresentação vocal: Sandra Ximenez (Axial)

O SARAU DOS HUSSARDOS, organizado pelos editores Vanderley Mendonça (Selo Demônio Negro) e Eduardo Lacerda (Editora Patuá), no Hussardos Clube Literário, reúne poetas, prosadores, editores, artistas e interessados em literatura para leituras e apresentações, encontros, perfomances, debates e cerveja para promover o encontro entre os diversos agentes da cadeia do livro, possibilitar acesso à publicação e pôr frente a frente escritores iniciantes e editores que têm protagonizado as novas tendências do mercado editorial brasileiro.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Da série de leituras que organizo com Black Cracker em Berlim: YOUNG NECK feat. BLACK CRACKER (vídeo)

 

YOUNG NECK featuring BLACK CRACKER na terceira edição do evento "READING: a night of text / sound / video". Filmado por Johan Delétang no dia 22 de maio de 2013, no espaço Shift, de Berlim. READING é uma série de eventos organizados por mim e por Black Cracker, investigando formas tradicionais e alternativas de publicar/apresentar TEXT-BASED WORK. 

O próximo será no dia 25 de junho, com os poetas textuais / sonoros / visuais Rachel McKibbens (EUA), Shane Anderson (EUA), Imogen Heath (Irlanda) e Luke Troynar a.k.a. Creatures  / Bad Tropes (Austrália).



domingo, 16 de setembro de 2012

Voltando à Cidade do México

Embarco amanhã de manhã para a Cidade do México, minha segunda visita a esta cidade que se tornou uma de minhas favoritas. Participo do Festival Poesía en Voz Alta (organizado pela Universidad Nacional Autónoma de México - UNAM, desde 1956), no qual farei 3 performances: na Casa del Lago (dia 19), no Museo Universitário del Chopo (dia 20) e no Museo Experimental El Eco (dia 22). Também participam do Festival este ano: John Giorno, Edwin Torres, Eduard Escoffet, Black Cracker, Hanne Lippard, Koulsy Lamko, Jaap Blonk, Clemente Padín, Konrad Becker e o duo Arreola + Carballo. No dia 26, faço uma leitura na Casa del Poeta ao lado de Paula Abramo, Óscar de Pablo, Alejandro Albarrán e Robin Myers. Escrevo de lá nos próximos dias.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Lendo "X + Y: uma ode" na Casa Refugio Citlaltépetl, na Cidade do México, em dezembro de 2011

Abaixo, vídeo com minha leitura do poema "X + Y: uma ode" na Casa Refugio Citlaltépetl, na Cidade do México, em dezembro de 2011. A leitura foi organizada por Paula Abramo e o Centro Cultural Brasil-México. Na mesa, três dos meus poetas mexicanos favoritos: Luis Felipe Fabre, Julián Herbert e Minerva Reynosa, assim como o argentino Ezequiel Zaidenwerg, e Paula Abramo moderando. Foi uma noite linda, alguns dos melhores poetas com quem já tive a honra de ler. O video foi-me enviado pelo poeta mexicano Alejandro Albarrán, um dos melhores poetas da nova geração latino-americana. Agradeço a todos com muita saudade e todo o meu respeito.


 



X + Y: uma ode

An refert, ubi et in qua arrigas?
Suetônio

Houvesse nascido
mulher, já teria dado
à luz sete
filhos de nove
homens distintos.
Agora, vivo entretido
com as teorias
a explicarem meu gosto
por odores específicos,
certa distribuição de pelos
nas pernas alheias,
os cabelos na nuca
e no peito
sem seios, ainda que aprecie
certas glândulas mamárias
de moços e rapazes
com aquela dose
saudabilíssima
aos meus olhos de hipertrofia.
Medito sobre as conjecturas
de terapeutas,
os relatos de uma Persona
partida, Édipo subnutrido,
sem modelo
na infância de um lendário
Laio
exemplar, lançando-me
a uma suposta
busca entre amantes
por mim mesmo.
Tentei, sem o menor
sucesso,
por dias induzir-me à ereção
diante do espelho.
Concluí não ser tão
eréctil meu ego.
Ouvi com atenção
a fórmula
sobre pai ausente e mãe
dominante a gerar rainhas
de paus, espadas e copas
lassas e loucas,
mas, apesar do meu histórico
de progenitora histérica
e procriador estóico,
meus irmãos
tão afeitos e afoitos
diante dos clitórides
embromam a estatística.
Li todas as reportagens
sobre a possível queerness
na boutique do código
genético, esta quermesse
das afinidades seduzidas,
e ri com o amigo
que certa vez, em chiste,
nomeou-me dispositivo
biológico
de uma Natureza em estresse,
medicando o hipercrescimento
populacional. Não mentirei dizendo
que não temo e tremo
com o perigo do inferno.
Cheguei, contudo, à conclusão
de que minha passagem
só de ida
ao Hades
não se dá
apenas pela inclinação
algo obcecada
de minha genitália
pelo caráter heterogêneo
dos vossos gametas.
Houvesse
nascido fêmea,
já teria dado à luz onze
filhotes de treze
machos diferentes,
e, de puta,
assegura
o Vaticano (e mesmo Hollywood),
não se conhece ascensão,
tão-somente queda.
Portanto, poeta, pederasta e puta,
sigo com meus olhos pela rua
cada portador
desta combinação gloriosa
de cromossomas
X e Y,
chamem-se Chris ou Absalom,
com suas espaçadas proporções
entre os buracos
do crânio, a linha que se forma
entre orelhas e ombros,
as asas de suas omoplatas
e a coifa dos rotadores,
as simetrias volubilíssimas
entre as extremidades
excitantes e excitáveis
como nariz, pênis e dedos,
o número de pelos
entre o umbigo
e ninho púbico,
o formato dos dentes
e seu espelhamento
em diâmetro
nos pés e suas unhas.
Se andam como comem,
se bocejam como riem,
se bebem como tossem,
se fodem como dançam.
A absoluta falta de mistério
em alguns deles, incapazes
da dissimulação famosa
de certas personagens
literárias femininas
do século XIX.
Neles, é oblíqua
somente a ocasional
ereção inconveniente.
Constrangem-me
estas confissões,
mas cederia certos direitos políticos
por algumas dessas cristas ilíacas
já presenciadas em praias, ao sol,
e abriria mão de uma ida às urnas
este inverno por esta ou outra nuca.
E veja só como o planeta
insiste na demonstração empírica
dessa abundância de músculos
e seus reflexos
cremastéricos:
neste exato momento,
enquanto escrevo este textículo,
entra no café, em pleno Berlimbo,
um desses exemplares de garoto
canhestro e canhoto,
o boné cobrindo meio rosto,
prototipagem de barba
e bigode, calças
que me catapultam a fantasias
com skateboards como props,
sobrancelhas feito caterpillars
sitiando os olhos com promessas
de delícias e desfaçatez épicas.
Seu tênis é bege;
ao tirar o suéter, vê-se
a sua escala de Tanner.
Sua Calvin Klein.
Bege fico eu, adivinhando que pele
cobre seus joelhos, seus calcanhares.
Sonho o sexo biônico e homérico,
algo entre Aquiles e Pátroclo,
interpretados em nosso mundo
por Brad Pitt e Garrett Hedlund,
potros xucros como búfalos
ou bárbaros.
E este mundo está cheiíssimo
dessas distrações quase sádicas
para meu masoquismo
voluntarioso e em vício,
que impedem que componha
a minha Divina Commedia,
meu Paradise Lost.
Perdoe, Sr. Cânone,
esta minha tosca e parca
contribuição lírica à safra
de seus contemporâneos,
mas não me catalogue
entre as farsas, sátiras.
Pois não é, consinto, culpa
das massificações capitalistas
esta minha attention span
pouco renascentista,
mas desta explosão de cântaros
plenos de testosterona púbere
a ir e vir nos espaços públicos.
Quando passam, petiscos,
finger food em arrogância
cocky e garbosa, murmuro
na cavidade oca
da boca:
"Deviam ser proibidos
seus exageros de lindos".
Meu fim será nestes botecos
do Berlimbo,
entupindo-me de café preto
e esperando suas ocasiões
para escrever poemas
que vos celebrem, atores
principais deste longo pornô
em que me vi concebido, gerado
e expelido, coadjuvante
contente e dublado.
Agradeço-vos a oportunidade
de fazer do advérbio sim
uma interjeição obscena.
Aos outros, juro que não se trata
de encômio, louvor ou gabo.
Quisesse eu fazer apologia,
talvez dissesse
haver mais elegância
em "Sê meu erômenos
e eu serei teu erastes"
do que, ao cangote,
"Mim Tarzan, você Jane".
Não busco novos adeptos
que me façam concorrência.
Boys will be boys,
há quem diga, e, ora,
não vou dizer que espero
de todo moço
que seja Mozart
ou Beuys.
Haverá os momentos de caça
e rendição felizes, as poucas
vezes de sorte
em que seremos camareiros
de algum moço pasolínico,
com quem se poderá, enfim,
fazer o cama-supra, meia-nove
e então discutir no pós-coito
outros conceitos hifenizados
ao som de Cocteau Twins,
listar as guitarras de 1969,
nosso horror a Riefenstahl,
a obsessão por Fassbinder,
e oxalá sentir em meio a tal
loa uma nova ereção
cavucar
as malhas entre as dobras
do edredão
enquanto lemos poemas de Catulo,
Kaváfis.
Quando chegarem os bárbaros,
me encontrarão na cama;
que venham porém armados,
pois hei de estar acompanhado,
e em riste as nossas lanças.

Berlim, 25 de outubro de 2010

Publicado em Ciclo do amante substituível (Rio de Janeiro: 7Letras, 2012).


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Vídeo com excertos das leituras de Lu Menezes, Luca Argel, Alice Sant´Anna, Marília Garcia e deste que vos digita, no Baukurs Cultural, 28/01/12


Lançamento e leituras no Baukurs Cultural, a 28 de janeiro de 2012.
Organizado pela Editora 7Letras e pela Modo de Usar & Co.
Lançamento dos livros "engano geográfico", de Marília Garcia,
e "Ciclo do amante substituível", de Ricardo Domeneck.
Leituras com os poetas
LU MENEZES,
LUCA ARGEL,
ALICE SANT´ANNA,
RICARDO DOMENECK
e MARÍLIA GARCIA.

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sábado, 16 de julho de 2011

Leitura de poesia com músicos hoje à noite em Berlim

Hoje à noite farei uma leitura ao lado dos poetas Daniela Seel, Gerhard Falkner, Oya Erdogan, Gabriele Guenther e Christian Steyer, acompanhados dos músicos Els Vandeweyer, Andrea Sanz-Vela, Helen Gillet, Antonio Borghini, Matthias Schubert, Florian Bergmann, Matthias Bauer, Johannes Lauer, Sara Ercoli, Liz Albee, Lothar Fiedler, Antonis Anissegos, Almut Kühne e Georg Graewe, numa velha fábrica no bairro berlinense chamado Wedding, hoje transformada em espaço alternativo para ocupações e intervenções de artistas.

Farei duas leituras. Na primeira, improvisarei ao lado da musicista espanhola Andrea Sanz-Vela, que toca viola de arco. Na segunda, ao lado do videoartista grego Andreas Karaoulanis e do clarinetista alemão Florian Bergmann.

O projeto é uma iniciativa da cantora Almut Kuehne, que interpretará canções baseadas em textos da poeta alemã Anja Utler.

Estou também contente de participar ao lado da querida Daniela Seel, uma das forças motrizes da cena poética berlinense, editora da mais prestigiosa editora independente da cidade, a Kookbooks, e do senhor Gerhard Falkner, nascido em 1951 e um dos poetas mais respeitados de sua geração.

Vamos ver no que dá, acho que será a primeira vez que lerei com acompanhamento musical.





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terça-feira, 17 de novembro de 2009

São Paulo/Berlin: Leitura/Lesung com/mit Ricardo Domeneck & Odile Kennel


Hoje à noite, às 19:00, faço uma leitura na Livraria Portuguesa, aqui no Berlimbo, ao lado da poeta alemã Odile Kennel (n. 1967), a convite d´A Livraria e da Berlin-Brandenburgiesche Buchwoche (Semana do livro de Berlim e Brandemburgo).

Odile e eu temos nos traduzido mutuamente desde 2006. A leitura consistirá de poemas de nossa autoria, traduzidos para o português e o alemão em trabalho conjunto. Iniciaremos com poemas recentes, ainda sem tradução, seguindo para textos mais antigos.

No programa desta noite:

Primeiro bloco: Poemas não muito sérios/Nicht ganz so ernste Gedichte

Odile Kennel lê "So topographisch zumute" & "Nicht aussteigen müssen in Hildesheim"
Eu leio "Corpo" em português e inglês (leia AAQQUUII).

Segundo bloco: Poemas com animais e secreções/Gedichte mit Tieren und Körperausscheidungen

Odile Kennel lê "Salbei denken und Du" (leia AAQQUUII), "Zum Glück kam der Nebel" & "Dinosaurier werfen in erster Linie Fragen auf". Em seguida, eu leio minhas traduções para o português destes mesmos poemas: "Pensar sálvia e você", "Por sorte a névoa chegou" & "Dinossauros levantam primordialmente questões"

Depois disso, leio meus 2 poemas mais recentes: "Texto em que o poeta celebra o amante de vinte e cinco anos" e "Enfim aurora-me na cachola", seguidos de "Breviário de secreções", que está no Carta aos anfíbios. Odile lê então suas traduções destes meus poemas para o alemão: "Text, in dem der Dichter des Liebhabers fünfundzwanzigsten Geburtstag zelebriert", "Endlich dämmert’s mir im Hirn" & "Kurze Abhandlung über Körperausscheidungen".

Terceiro bloco:

Odile lê os últimos poemas que traduzimos: "Und dann fing ich noch einmal mit der Zeile an" e "Auch ich finde keinen Schluss", que faz uma referência ao poema "Treze de agosto", de Angélica Freitas. Eu os traduzi como "E então comecei uma vez mais com o verso" e "Também não consigo terminar".

Para encerrar, farei minha leitura videotextual das "Six songs of causality".



Vai ser divertido.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Dando largada à maratona

Às vezes são semanas sem um convite para ler meus poemas ou apresentar-me como DJ, e então, de repente, um zilhão de eventos ao mesmo tempo. Começa hoje minha maratona como poeta e DJ:

4 de março, hoje à noite, quarta-feira, como toda quarta-feira, apresento-me como DJ Kate Boss na Berlin Hilton; corro para casa, durmo algumas horas e tomo um vôo para Bruxelas, onde amanhã à noite,

5 de março, leio meus poemas nas Soirées Babel - mais info AAQQUUII -, parte do Festival OFF, evento paralelo à Feira do Livro da capital belga; feliz por ler na mesma noite que o meu querido Eduard Escoffet; passo a noite por lá e no dia seguinte, pela tarde,

6 de março, retorno a Berlim, onde me apresento à noite mais uma vez como DJ Kate Boss no clube Schwuz, até as 5 ou 6 da matina; corro para casa, durmo algumas horas, chispo para o aeroporto mais uma vez e tomo um vôo, com escala em Frankfurt, a

7 de março, para Dubai, nos Emirados Árabes, onde passo três dias e leio meus poemas na noite de 9 de março no primeiro Festival Internacional de Poesia de Dubai - mais info AAQQUUII



onde também lêem o nobel Wole Soyinka, meu querido Tomaž Šalamun e a maravilhosa Rebecca Horn --- creio que sou o mais jovem entre os "ocidentais"; então, na manhã do dia

10 de março, parto de Dubai de volta a Berlim, onde à noite participo do lançamento da antologia de poesia germânica e lusófona, na qual tenho poemas incluídos, assim como Angélica Freitas e Paulo Henriques Britto, parte do Festival de Poesia de Berlim; a leitura será no Literaturwerkstatt - mais info AAQQUUII -, e leio com os alemães Sabine Scho e Daniel Falb; no dia seguinte,

11 de março, dois eventos, um como poeta e outro como DJ: às 20 horas, uma leitura de meus poemas na livraria francesa de Berlim - Zadiq - com a alemã Odile Kennel, a espanhola Sandra Santana e o belga Damien Spleeters; às 23:00, celebramos na Berlin Hilton nosso quarto aniversário, com uma performance festiva e aniversárica do duo sueco Lo-Fi-Fnk; corro para casa, durmo algumas horas, e então no dia

12 de março, pego um ônibus e viajo para Leipzig, onde leio poemas na Leipziger Buchmesse (Feira do Livro de Leipzig), voltando para Berlim no mesmo dia, se houver sobrevivido a todas as leituras, todas as festas, todos os vôos e todos os copos de vinho.

Se sumir por uns dias, já sabem.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Duas leituras impressionantes: Olson e Ungaretti

Oralizar textos poéticos, destinados originalmente à página, é uma arte difícil. No Brasil, os anos de hegemonia visual e a quase inexistência de uma tradição de leituras e poesia sonora, apesar de toda a nossa tradição lírica/musical, fizeram com que os poetas brasileiros se tornassem leitores extremamente tímidos de seus próprios textos. Talvez pelo medo do "discursivo", do "verborrágico", que por anos pairou sobre a poesia brasileira como uma das piores invectivas que se poderia receber? Talvez, talvez. Minhas primeiras leituras públicas, em São Paulo e Buenos Aires, em 2006, foram um choque pessoal e parte do início de minha pesquisa da fronteira entre a escrita e a oralidade, que eu já iniciara (em escrita) no livro a cadela sem Logos, publicado em 2007 mas escrito entre 2004 e 2006; e que me levaria aos poetas sonoros ligados à revista DADA, ao Grupo de Viena, a poetas como Bernard Heidsieck e Henri Chopin, e a meus contemporâneos, como Eduard Escoffet (Catalunha), Nora Gomringer (Alemanha) ou Marcelo Sahea (Brasil), entre vários outros.

Abaixo, duas leituras que me parecem impressionantes. Primeiro, a de Charles Olson para seu poema "Maximus to Gloucester, Letter 27 [withheld]", gravada em março de 1966. Depois, a de Giuseppe Ungaretti para seu "Inno alla morte". Teatrais? Discursivas? Histriônicas? Alguns brasileiros diriam que sim. Eu as considero impressionantes, vivas, leituras que entendem o que a voz pode fazer com um texto literário.

Charles Olson - "Maximus to Gloucester, Letter 27 [withheld]"



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Giuseppe Ungaretti - "Inno alla morte"

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Voz no texto

Um dos exemplos mais claros e interessantes do que a voz pode fazer com o "sentido" de um texto está em duas leituras distintas de Allen Ginsberg para seu poema "America", publicado em Howl and other poems (1959), na edição histórica da City Lights. Em uma das leituras (no primeiro vídeo), Ginsberg faz do poema uma tocante elegia ao país sonhado por Whitman e Thoreau. Na segunda, o poema transforma-se na mais cáustica sátira. Até que ponto o público influenciou cada desenvolvimento?

"America" - a elegia de Ginsberg



"America" - a sátira de Ginsberg

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